Disneyland Paris, ainda vale à pena?

Em 2014, publiquei um guia sobre como são os parques da Disney em Marne-la-Vallée, nos arredores de Paris. No final do ano passado, voltei à minha cidade favorita da vida, e resolvi dar um pulinho novamente aos parques para ver como eles estão e também aproveitar para ir durante a semana, pois da última vez fui no final de semana e estava bem lotado.

Recomendo que antes de lerem esse post que leiam o primeiro que publiquei há dois anos, pois lá dou mais detalhes sobre como chegar e alguns pontos de atenção. Aqui darei alguns updates sobre a estrutura e novas dicas de coisas novas que fiz essa vez.

Para quem vale à pena ir à Disney?

Já me perguntaram várias vezes se vale ou não à pena ir à Disney quando visitar Paris. Particularmente, eu adoro ir aos parques, sempre tive um carinho enorme pela Disney e sou suspeita para falar que não compensaria. No entanto, se é a sua primeira vez em Paris e você não tem mais do que cinco dias na cidade, recomendo que você volta à Disney em uma próxima oportunidade. Mas, se você tem uma semana, acho válido gastar um dia para passear nos parques. É um passeio gostoso e animado, e será um dia muito proveitoso.

Entrada maravilhosa, ainda mais com esse clima de inverno!

Para quem já foi na Disney de Orlando, os parques se assemelham muito ao Magic Kingdom e ao Hollywood Studios, mas com uma pegada “Europa”. Particularmente acho o clima de Paris mais ‘mágico’ que o de Orlando, mas isso é o sentimento de cada um, né?

Transporte para o parque

Conforme falei no último post, o melhor trajeto para quem está em Paris e região metropolitana é pegar o trem RER A até a estação Marne-La-Vallée/Chessy. O ticket de cada trecho custa  7,80€, e pode ser comprado em qulquer máquina de venda para a estação de metrô. Ficou alguns centavos mais caro do que da última vez, mas ainda compensa bastante.

Certifique-se que irá embarcar no trem correto

Um cuidado que é importante ter no RER A e eu me dei conta disso apenas nessa viagem é que esse trem possui três bifurcações diferentes, e apenas uma delas vai para Marne-La-Vallé. Então, enquanto está esperando na plataforma tenha certeza do horário que vai chegar o trem para o destino correto. Caso você perca ou entre em algum errado, o ‘detour’ pode te consumir muito tempo. Veja na tela acima, por exemplo, outro trem previsto na mesma plataforma que não vai para lá.

Ingressos

A Disney mudou recentemente as categorias dos bilhetes para o parque da França, que agora possui três categorias:

  • Mini: tickets para os parques durante a semana em baixa temporada
  • Magic: tickets para o fim de semana em baixa temporada
  • Super Magic: tickets para o fim de semana em alta temporada

Quando fui paguei o ticket Mini, pois era uma segunda-feira. Atualmente eles estão com uma promoção em vigor até 31/03/2017 com 30% de desconto nesse ticket, ou seja, ao invés de comprar por 62 euros o ingresso de um dia para dois parques, ele vai sair a 47 euros. Super em conta e vale bastante o preço.

Recomendo comprar o ticket de ‘Park Hopper’, assim você pode visitar os dois parques no mesmo dia. Não há necessidade de gastar dois dias de sua viagem conhecendo os parques. Dá tranqulo se você chegar cedo e for embora à noite. Falarei mais sobre a ordem de visita nas seções abaixo.

Compre o ticket pela internet, pois é bem mais em conta. Na porta do parque, os valores costumam ser cerca de 20% mais caros. Não se esqueça de imprimir os tickets, pois não tem como imprimir lá na hora.

Walt Disney Studios e Disneyland Paris

Falei bastante no post anterior sobre as diferenças entre cada parque, então não vou entrar em detalhes das atrações de cada um. O que foi mais diferente dessa vez foi a decoração dos parques e também o tempo de espera para entrar nos brinquedos. Em 2016 fui na época do Halloween e em 2016 como foi bem próximo do Natal, a decoração já estava toda temática para as comemorações de fim de ano e foi LINDO! Tinham paradas no meio do dia de Frozen que até ‘neve’ estava caindo no parque!

Como fui na segunda-feira, os tempos de espera dos brinquedos foram bem mais razoáveis, principalmente nos mais radicais. Da última vez não consegui repetir brinquedos, pois o tempo de espera estava em cerca de 90 minutos. Dessa vez consegui ir mais de uma vez em brinquedos concorridíssimos como a Space Mountain, e sem filas! Outra coisa que notei é que durante a semana os brinquedos infantis ficam muito mais cheios que os brinquedos mais adultos, e olha que os parquess estavam bem cheios!

Entrada da Disneyland Paris, com o emblemático jardim com a carinha do Mickey e o relógio famoso do nosso ratinho favorito. Só amor!

Vá com tempo para tirar foto nos jardins entre os parques

Sobre a ordem para visitar os parques, sugiro que vocês tomem a estratégia abaixo:

Manhã: Walt Disney Studios

Aquela empolgação toda vez que você vê essa caixa d’água linda!

Esse parque é um pouco mais ‘outdated’ do que o Disneyland Paris, e ainda tem brinquedos legais, mas você gasta muito menos tempo para percorrê-lo. Como também muita gente vai ao parque com criança, o encantamento geralmente é bem maior para ver o castelo e princesas do que esse parque. Mas, ele é lindo e tem muita coisa para fazer.

Entrada linda desse parque!

Sendo assim, de manhã ele fica bem mais vazio que à tarde, enquanto no Disneyland Paris, o trânsito é bem maior nas atrações pela manhã, pois à tarde já notei que as pessoas focam mais em ver as paradas. Chegue no parque 15 minutos antes de abrir para já esperar na fila e vá direto para as atrações Rock n’ Roller Coaster e Hollywood Tower of Terror, que são as mais concorridas. Se você seguir esse planejamento, conseguirá entrar as 10 da manhã e sair às 12:30 para almoçar, e depois já rumar para o próximo parque.

Pelo bem do post, deixo essa foto horrorosa minha com vocês, haha!

Se for nesses brinquedos, não esqueça de tirar uma ‘foto da foto’ do que é retirado nas câmeras no meio da atração. É hilário e imperdível!

O que é imperdível: Rock n’ Roller Coaster, Hollywood Tower of Terror e a área com o simulador do Ratatouille

Almoço: Aonde achar mais gostoso :)

Falarei um pouco disso na parte de alimentação, mas existem diversas opções de almoço nos parques e também no Disneyland Village. Escolha o que for melhor para o seu gosto e para o seu bolso!

Tarde e encerramento: Disneyland Paris

Esse é o parque mais mágico e que todo mundo sempre espera, não tem como negar. A entrada dele é bem similar à de Orlando, mas como eu disse anteriormente, com uma atmosfera diferente por ser na Europa! Ele é bem maior que o Walt Disney Studios e conta com mais de 40 atrações para todas as idades.

E para 2017, que todos os seus sonhos se tornem realidade! ???? #happynewyear #goodvibes #disneylandparis

Uma foto publicada por Blog defenestrando.net ???? (@defenestrandonet) em

Ele possui várias que são diferentes de Orlando, então vale à pena conferir. Mesmo nas que são similares, eles ainda possuem uma construção diferente, como a Space Mountain. Ela é MUITO melhor que a de Orlando e bem mais moderna, vale bastante a visita (apesar do medo de morrer no início, haha)!

Sugiro ficar no parque desde depois do almoço até a hora de fechar. Ele fecha cedo e o show de encerramento é lindo. Após isso, vá para o Disney Village dar uma volta e encerrar o dia com chave de ouro.

Compartilhei um pouco com vocês no Instagram sobre a decoração e alguns aspectos do parque, e as fotos mostram a beleza por si só!

Natal batendo na porta! Decoração linda de Natal da entrada da @disneylandparis ?? #defenestrandoviaja #tbt

Uma foto publicada por Blog defenestrando.net ???? (@defenestrandonet) em

Atrações imperdíveis: paradas programadas com os personagens (veja no programa do dia como estão os horários), Space Mountain e o Star Tours, que será reinaugurado em meados de 2017. Não deixe de entrar também nas lojas que são MARAVILHOSAS e nos restaurantes deliciosos. Na Main Street tem uma loja que vende várias coisas do Chef Mickey no inicio do parque ao lado direito que é indescritível.

Alimentação

Um dos pontos que achei bem mais claros nessa segunda vez que voltei ao parque foi em relação à alimentação. Da primeira vez não planejei e nem pensei muito bem em onde almoçaria, e acabou que na hora do almoço fomos ao Disney Village (uma vila que fica no entorno dos parques da própria Disney com várias lojas diferentes), mas digo que é bem melhor almoçar dentro dos parques. Primeiro que almoçar no Mc Donalds não é nada muito especial, e segundo que tem como comer algo mais ‘comida de verdade’ lá dentro com um preço similar.

Dessa vez dei uma pré pesquisada, e acabei escolhendo um fast food italiano que foi uma surpresa deliciosa dentro do Disneyland Paris, o Bella Notte. Ele fica atrás do castelo, indo para o caminho da Space Mountain. No mapa do parque é bem fácil localizá-lo.

Achei o preço bem em conta, considerando que estávamos dentro da Disney e pagando em Euros, e foi excelente! Como o dia estava bem frio, a comida caiu como uma luva.

A refeição completa para dois (entrada, prato, sobremesa e refrigerante) ficou em 26 euros, ou seja, 13 euros para cada um. Pedi de entrada uma salada, lasanha de prato principal e um tiramisu que estava surpreendentemente bom de sobremesa!

O mais surpreendente é a organização do restaurante. Eles já destinam lugares para você sentar e entre pagar e pagar não foi mais do que 30 segundos!

Saudades dessa casquinha gratinada da lasanha, estava MARA!

Existem outros restaurantes nesse estilo ‘fast food do mundo’, divididos entre os dois parques. Vale à pena dar uma pesquisada conforme seu gosto alimentar.

Disney Village

No post anterior expliquei como funciona a Disney Village (você pode ir lá visitar mesmo sem ingresso aos parques), e lá tem lojinhas lindas da Disney. No Natal, o charme adicional a mais que temos por lá é o mini mercado de Natal que eles montam ao longo da vila. São várias barraquinhas temáticas com comidas e produtos natalinos típicos de toda a França e de ótima qualidade. O valor não é barato, mas se você estiver procurando uma lembrança diferente, lá é o lugar.

Barraquinhas típicas com delícias francesas

A região é muito linda para passear após os parques e também curtir o por do sol. Tiramos fotos lindíssimas, pois o céu dessa região em Novembro é bem conhecido.

Por do sol maravilhoso na Disney Village!

Conclusão

Se tiver tempo, vá até a Disney e você não se arrependerá. Mesmo se já tiver ido em Orlando, também vale muito a visita. As propostas dos dois são distintas, mas eles tem atrações que valem a visita. É também um momento que você irá fazer um programa um pouco mais diferente dos disponíveis em Paris e é divertidíssimo. Se você estiver viajando com crianças, melhor ainda, pois eles aproveitarão demais!

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Mega guia de viagem: Londres | Parte 1 – Transporte, locomoção e acomodação

Londres, sem dúvida, era uma das primeiras cidades no meu sonho de conhecer na vida. No entanto, a medida que passei a viajar, sempre era mais fácil ir em outros lugares, e a terra da Rainha só ficava pra trás. Consegui finalmente na minha última viagem conciliar tudo e dar um pulo de quase uma semana por lá.

Fiquei seis dias na cidade, que passaram como um flash de luz. Foi uma das experiências mais intensas que já tive em viagem, e é bem diferente dos EUA e outros países da Europa. A maturidade dos serviços, do transporte público, a gastronomia, a beleza das ruas, o cuidado com o patrimônio público e o foco e eficiência das pessoas pra tudo funcionar bem é impressionante! Além disso, tem tanta coisa pra fazer que você acaba ficando completamente perdida, e um roteiro é essencial pra tentar colocar suas prioridades na ponta do lápis. Eu fiz muita coisa, mas bastante coisa ainda vai ficar para uma próxima viagem (2015 minha grande viagem provavelmente será para a terra do Tio Sam, e nos feriados imediações na América do Sul), pois pretendo voltar em 2016 (ou esse ano mesmo, caso os planetas se alinhem, hahaha).

Fui ainda abençoada por lindos dias de sol (mas as fotos ensolaradas vão ficar para o post do roteio), mas também por um frio tremendo e chuva, afinal Londres é Londres!

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Separei o post como de costume nas seções principais, como transporte, acomodação e depois o roteiro. Londres tem a fama de ser a cidade mais cara do mundo mas, é tudo uma questão de ponto de vista. Planejei um budget para a viagem e até voltei com dinheiro. Fiz tudo o que tive vontade e não gastei tanta grana assim.

A vida é feita de escolhas, e o que é importante fazer sempre é planejar com muita antecedência para conseguir ótimos preços e tirar o máximo da experiência da viagem :)

Dividi esse guia em três partes. Como tem muita coisa pra falar, e prefiro fazer cada post com calma e com o máximo de informações ao invés de fazer tudo correndo, tentarei postar uma parte por semana. Elas serão divididas da seguinte maneira:

  • Parte 1 – Transporte, locomoção e acomodação
  • Parte 2 – Roteiro
  • Parte 3 – Compras

Transporte – Eurostar Paris/Londres

Como eu estava em Paris já a um tempinho e com bastante bagagem, resolvi optar pelo Eurostar, que é o trem bala que liga Paris a Londres. Comprei com mais ou menos três meses de antecedência pelo site deles diretamente (www.eurostar.co,) e paguei cerca de 44 euros por trecho em classe econômica por pessoa. O valor foi excelente da tarifa que consegui, pois no Eurostar é permitido levar 2 volumes de bagagem de até 32 quilos, além da bagagem de mão. Você pode comprar sem medo pelo site, eles enviam os e-tickets em pdf para seu e-mail, e é só imprimir e levar consigo na mala.

Na Europa, principalmente nos voos internos, geralmente as tarifas mais baratas não incluem bagagem (apenas de mão) e o preço por volume excedente na hora de embarcar é absurdo e praticamente inviabiliza a viagem. Quando estava decidindo pelo transporte, dei uma olhada em guarda volumes de bagagem, mas o problema é que em Paris existe limitação de tempo nesses lugares para que você deixe sua mala lá. Se você viajar por via terrestre via Gare du Nord, o serviço de guarda de bagagem só fica com ela por três dias, e se viajar por via aérea, o aeroporto Charles de Gaulle só aceita seu volume por até 5 dias. Além disso, para cada volume paga-se um valor médio de 10 euros por bagagem por dia, o que pode acabar aumentando desnecessariamente o preço da viagem.

O trem sai da estação Gare du Nord, que fica na região norte de Paris próxima a Montmartre e chega em Londres na estação Euston/St. Pancreas, que fica no centro de Londres. O trajeto para qualquer estação de onde você estiver recomendo que seja de táxi, pois apesar delas serem facilmente acessíveis por metrô, a maioria das estações em Paris não possui elevador ou escada rolante, e em Londres é a mesma coisa (lá até tem bem mais escadas rolantes que Paris, mas também tem longos trechos de escada normal).

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Gare du Nord

O check-in para o trem abre cerca de 1h antes da partida e a imigração é bem tranquila. Antes do check-in você precisa preencher uma ficha fornecida por eles, perguntando sua nacionalidade, para onde vai, quanto tempo pretende ficar e o endereço de residência. Todos os fiscais falam em inglês com você (só inglês mesmo gente, não tente engalobar com outro idioma), são bastante educados, mas fazem MUITAS perguntas, do tipo: “Você vai a trabalho ou turismo?”, “Quantos dias você ficará na Inglaterra?”, “Você já esteve na Inglaterra?”, “Você vai ficar em qual hotel?”, “Como você planeja chegar ao hotel?”, “Você está viajando sozinho ou acompanhado?”, “Você vai encontrar com alguém lá?”. Responda calmamente e prossiga, pois são muito amáveis. Talvez a mulher gostou de bater papo comigo, mas como viajei pra lá numa sexta feira de manhã e o fluxo não estava muito intenso, acho que ela queria conversar mesmo, hahaha!

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Passaporte já está todo gasto (bom sinal)!

A sala de embarque é simples, tem uma banca de revistas Relay, um Duty Free meio caro e duas lanchonetes. O trem chega pontualmente e o embarque é muito tranquilo e organizado. Sempre fique atento antes de se dirigir ao trem de qual é seu vagão, pois como o corredor dele é apertado, se errar é melhor sair do trem e locomover-se por fora do que por dentro dele.

A viagem é tranquila e muito bonita e ela é feita de maneira terrestre praticamente o tempo todo. O trem leva cerca de 10 minutos para atravessar o Canal da Mancha, e é o único horário que você entra no túnel, não vê nada, e ele anda muito rápido! A velocidade máxima da viagem é de 300 km/h, e cheguei em Londres em cerca de 2h. A volta foi no mesmo esquema, mas, como voltei à noite, não vi muita coisa.

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Franceses engraçadinhos não perdem o humor nem no trem!

Chegando em St. Pancras, no desembarque comprei um chip de celular (vou falar em outro post apenas sobre chips na Europa) super barato da Lebara (5 libras por 1 semana de internet 4G), e comprei meu Oyster Card, que é o cartão do metrô de Londres.

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Estação Euston/St. Pancras em Londres

Locomoção e Transporte – Metrô de Londres / Oyster Card

A parte de toda a viagem que fiz pela Europa que fiquei mais incerta foi sobre como comprar créditos e como funcionava o metrô de Londres. O sistema de metrô deles é o mais antigo do mundo, muito eficiente e automatizado e bem diferente das outras cidades da Europa. Ele é extremamente eficiente, moderno e muito característico. Só de lembrar das plaquinhas de ‘underground’, o coração acelera. Ele é carinhosamente conhecido como tube.

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Formatos do vagão, muito amor!

Para viajar de metrô por lá, é mandatório que você tenha um Oyster Card, que é um cartão pré-pago, individual onde você adquire em qualquer estação de metrô, pagando um valor de 5 libras por ele. As recargas podem ser feitas em qualquer valor. O cartão é individualinstransferível, ou seja, não adianta comprar um só para todo mundo que está viajando. Eu comprei o meu na própria estação St. Pancras, o que foi uma mão na roda!

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O meu cartãozinho Oyster Card

O metrô de Londres tem um sistema de bilhetagem bem interessante (para eles), o que pode tornar sua viagem muito cara se você não fizer seu roteiro com sabedoria. O metrô é dividido em seis zonas, sendo a Zona 1 a central e a Zona 6 a mais distante. Quanto mais distante da zona de origem você estiver, mais caro vai pagar de passagem. Os preços variam entre 1,50 até 22 libras, dependendo do tanto que você anda. Por experiência, o que eu paguei mais caro foi por volta de 4,5 libras por trecho, entre a estação Notting Hill Gate e Stratford. Parece pouco, mas só um trecho foi 25 reais, então você precisa mesmo escolher com sabedoria onde vai e dar preferência para realizar percursos a pé. As estações parecem distantes entre si no mapa, mas algumas ficam a menos de 1000 metros de distância uma da outra. Como a cidade é bem plana, dá pra ir andando numa boa.

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Uma opção é comprar o “7 day travelcard”, que te dá direito a fazer trechos livrementes entre as zonas 1 e 2 do metrô, e deve ser suficiente para sua viagem. Eu só fui na zona três um dia, e por engano, quando quase fui parar na ‘Abbey Road’ errada, conto minha mancada mais abaixo! O valor do passe de 7 dias custa 31,40 libras. Eu não achei que ele valia a pena, pois tem algumas coisas na entrelinhas dele que fala sobre pegar o metrô em horários de pico, onde essa tarifa não se aplica. Melhor fazer o avulso, que terá mais liberdade para ir onde quer e pensar bem no seu roteirinho!

Os metrôs são organizados e bem cheios. Sempre veja com antecedência onde quer ir e qual o sentido da linha para não ser atropelado na estação parado e indeciso. Em todas as estações existe pessoal para ajudar e mapas a vontade. O mapa do metrô é muito grande e e existem diversos aplicativos gratuitos e excelentes para te ajudar a organizar a viagem de acordo com a menor troca possível de estações.

Você pode utilizar o seu Oyster card também para pagar viagens nos tradicionais ônibus vermelhinhos. Os ônibus são bem mais baratos, mas BEM mais lentos. Acho melhor só tirar fotos em frente a um, você não precisa pegar ele, não tem nada de mais e vai perder tempo, pois podem ocorrer engarrafamentos tenebrosos. Deixe para conhecer a cidade por cima em suas caminhadas.

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Desculpe pela foto escura, mas foi de celular e eu estava muito congelada. Tava um vento de matar, e ou era tirar foto do ônibus, ou era fechar a blusa, hahaha! As fotos bonitas e produzidas estou salvando para o post do roteiro!

Ao acabar a viagem, você pode ir em qualquer estação de metrô, devolver seu Oyster Card, e eles te reembolsarão em cinco libras por cartão, além de devolver todo o crédito que estava nele. Sendo assim, não tenha medo de errar ou colocar muito crédito, pois você pode ter seu dinheiro de volta!

Uma ressalva: táxi é opção apenas para uma distância maior, ou então com bagagens. Ande de metrô, explore a cidade, sua visão por baixo será muito mais realista do que dentro dos black cabs!

Acomodação

Sempre que viajo, gosto de ficar perto de onde as pessoas da cidade realmente vivem, e não em zonas turísticas, que muitas vezes não demonstram a realidade do lugar. Eu tinha poucas referências de pessoas que já foram a Londres, pois apesar de ter muitos amigos viajantes, a metade ficou na área turistona, e o resto em hostels, o que não me agrada muito pois sou bem neurada com higiene e com meus pertences (talvez um dia eu perca o preconceito).

Londres é uma cidade bem cara em tudo, e arrumar acomodação e ter segurança sobre o local escolhido foi um suplício. Pesquisei bastante, principalmente a distância dos hotéis até as estações de metrô, pontos que gostaria de visitar e custo/benefício e consegui achar um lugar EXCELENTE, que recomendo de olhos fechados a todos (musiquinha da vitória pela minha escolha)! É o bairro de Shepherd’s Bush.

Shepherd’s Bush é um distrito no oeste de Londres (leia como bairro no Brasil, não fica em outra cidade), e pertence ao Borough (tipo uma região) de Hammersmith e Fullham, dentro da região mais central da cidade. Apesar de ser uma área basicamente residencial, ela abriga um dos maiores shoppings de Londres, o Westfield London, e possui um mercado local excelente, o Shepherd’s Bush Market. O comércio local é excelente, as ruas são super tradicionais e cheias de pessoas de todo o mundo, mas que são residentes.

Além disso, ela possui cinco estações de metrô (Shepherd’s Bush – em frente ao hotel; White City; Shepherd’s Bush Market; Goldhawk Road, e Wood Lane), e apenas com uma viagem sem baldeação é possível visitar os pontos turísticos principais, como Notting Hill, Portobello Road Market, Hyde Park, Picadilly Circus, Oxford Circus, Borough Market, Kensington Gardens, e por aí vai!

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Estação de metrô de Shepherd’s Bush

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Em frente ao hotel, lindas demais as construções! Aí tem Starbucks, Mc Donalds, Lojas de celular, Costa (que é uma rede de cafés muito boa), dentre outros achadinhos!

 

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Relevem a cara de sono amassada, mas foi muita emoção estar em Londis (Mussum feelings, hahaha)

Fiquei lá no Ibis London Shepherd’s Bush, que fica basicamente em frente ao shopping Westfield e a estação Shepherd’s Bush, na Central Line. A região é bem movimentada, no coração do bairro. O hotel está novinho (foi inaugurado em 2014), o atendimento foi excelente, os quartos estão impecáveis e, o melhor é o preço: uma média entre 90 a 100 libras a diária.

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A fachada do hotel

Mas, CALMA! Antes de se assustar, lembre-se que o Ibis faz parte da rede Accor Hotels, que tem um programa fidelidade e de descontos M-A-R-A (pra mim, melhor programa de fidelidade que existe na terra), onde 2000 pontos equivalem a um voucher de desconto de 40 euros (ou 30 libras). Raspei todas as milhas do cartão de crédito e as remanescentes da TAM, enviei pra Accor, levei todos os vouchers impressos, e fiquei lá praticamente de graça!

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O quarto (também tem opção com duas camas de solteiro)

Em Londres praticamente não existe hotel por menos de 100 libras que hospede duas pessoas, então é uma excelente opção. Além disso, a noite como é perto do shopping e o Westfield possui um calçadão que fica até tarde da noite aberto lotado de pubs e restaurantes, foi uma ótima pedida. A estação Shepherds Bush fica na Central Line, o que ajudou a economizar bastante no metrô.

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Endereço: 3-5 Rockley Road, London W14 0DJ, Reino Unido

Telefone:+44 20 7348 2020

Reservas: www.accorhotels.com ou www.ibis.com

O hotel não possui café da manhã incluído, mas se quiser pagar um dia e tomar nele, é uma delícia e muito bem servido, praticamente um almoço. Recomendo deixar no quarto comidinhas compradas ou no Marks & Spencer ou no supermercado Waitrose, que ficam dentro do Westfield. A noite o hotel tem um bar de cervejas e petiscos, que deve ter uns 6 ou 8 tipos de chopp no pint. Do lado dele existe também uma pizzaria Ó-T-I-M-A, chamada Pizza Express, com preço amigo (entre 8 e 13 libras uma pizza que dá para 2 pessoas, e tem um garçom brasileiro super animado).

Atenção: os hotéis da rede Ibis costumam não ter mais geladeira fora de países tropicais, então atente-se a isso. Mas, é tão frio lá fora na maior parte do ano, que se você deixar as coisas perto da janela, ficará geladinho!

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Não tem geladeira no quarto, mas não podiam faltar os tradicionais chás e cafés. Eles repõem todos os dias. O chá da Twinings English Breakfast é divino, ainda não achei pra comprar aqui em Belo Horizonte, snifffff!

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O shopping Westfield London Shepherd’s Bush, enorme e praticamente em frente ao hotel!

Colado no hotel existe um shoppingzinho bem simples que tem 2 lojas de preço máximo 1 libra e também uma farmácia chamada Superdrug que é muito barata, e encontrei achados excelentes lá (que ficam para o post de compras).


Essa primeira fase do post já me deixou com muitas saudades da cidade e louca para voltar. Não há nada que me dê mais prazer do que a antecipação da viagem, os preparativos, a viagem e, posteriormente, as ótimas lembranças que ficam! Viajar é investimento, é uma grande oportunidade de crescimento pessoal e mudança dos seus conceitos sobre a vida.

Aproveite e agarre cada oportunidade, mesmo que seja algo rápido de fim de semana. Você não vai se arrepender!

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E vocês? Já visitaram a cidade? Tem vontade de visitar? Alguma dúvida sobre transporte, locomoção e hospedagem? Me conta!

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Mega guia/roteiro de viagem: Santiago do Chile!

Depois de um bom tempo sem postar sobre guias de viagem, aproveitei a folga do feriado para escrever sobre o último destino internacional que fiz esse ano: o Chile! Viajei em uma época bem ‘exótica’ para sair do país, o carnaval, e não arrependi nem um pouco! E, para quem pensa que não tem samba por lá, encontramos até bateria tocando no meio da rua. Mas, claro que não era isso que estávamos procurando nesse destino! Fomos atrás de um pouco de frio, enquanto aqui no Brasil estava um calor danado, de paisagens bonitas, ver o Pacífico e ter uma experiência mais próxima dos nativos.

Viajamos eu, uma amiga do trabalho e um casal amigo meu do trabalho. Partimos bem cedinho num voo da TAM na sexta-feira antes do carnaval para Santiago, e voltamos na quinta-feira depois do carnaval para BH. Foi tempo suficiente para conhecer a cidade e as redondezas no verão mas, para quem vai no inverno, recomendo que fique cerca de 10 dias para aproveitar mais as estações de ski. Como fomos no fim de fevereiro/início de março, já havia neve na cordilheira, o suficiente para brincar e tirar fotos lindas, mas não o bastante para esquiar.

Foi uma das melhores viagens que já fiz na vida, tudo deu extremamente certo! Um país maravilhoso, pessoas super receptivas, primeiro mundo e uma cultura riquíssima, bem ao nosso lado. Vou contando aos pouquinhos nas seções a seguir todos os detalhes. Preparem-se para mais um post da série “linguiça”, hahahaha!

Os preparativos

Começamos a pensar na viagem com bastante antecedência, aproximadamente 8 meses antes. Como era uma época bem concorrida de viagem, conseguimos garantir ótimos preços de hotel, aluguel de carro e de passeios. Já comentei aqui no blog que não gosto de viajar por agência ou pacote, pois você acaba ficando “preso” e faz uma rota muito de turista.

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Passaporte tá ficando gasto :)

Sempre que for preparar uma viagem por você mesmo, ainda mais envolvendo um grupo, é sempre importante reunir para definir o estilo de cada um, as prioridades da viagem, qual é a grana que cada um tem pra gastar para definir os tipos de passeio que serão realizados, a ordem desses passeios e encontrar uma solução de compromisso onde todos saiam ganhando! Preparar uma viagem sem ajuda “especializada” pode ser trabalhoso, mas é muito recompensador! Além disso, pesquise muito na internet e também com amigos que já visitaram o destino que você foi. Decidi inclusive escrever esse post para ajudar mais pessoas que queiram se aventurar, como nós nos aventuramos!

Dinheiro: o que levar e como levar?

Uma das principais dúvidas que tive nessa viagem foi sobre dinheiro: como levar, se vale a pena utilizar cartão de crédito, se era melhor levar real, dólar, trocar no Brasil ou o que for. Depois de uma série de pesquisas, ficar vigiando a cotação por bastante tempo e, principalmente, levando em conta o IOF que a nossa presidenta dentuça meteu em tudo, eis o veredicto: levar real em espécie e trocar lá na casa de câmbio.

Ponto positivo: você foge integralmente do IOF ou qualquer outro imposto sobre moeda estrangeira, pois no Chile não há taxas para converter dinheiro, desde que você faça uma troca abaixo de 10 mil dólares de uma vez. Se você tem dólares guardados, utilize apenas no Duty Free. Não compensa converter dólar para peso chileno. Pelo menos na época em que eu fui, era mais vantajoso converter para real primeiro do que levar Obamas.

Ponto negativo: tem que viajar com uma dinheirama em espécie e você fica morrendo de medo aqui no Brasil de alguém descobrir, hahahah! No meu caso, eu ia comprar um MacBook Pro Retina Display (sobre as compras, vou fazer um post separado bem detalhado, pois no Chile compensa comprar quase igual nos EUA), e tive que levar todo o dinheiro do Mac em espécie. Mas, deu tudo certo, nada que um porta dinheiro e viajar em grupo não resolva :)

Troquei todo o dinheiro sempre em casa de câmbio em shopping. Existe uma rede que tem casas de câmbio em todos os cantos chamada AFEX, que tem uma cotação bem razoável e tem várias unidades.

Reservando hotel

Nosso roteiro estava concentrado basicamente em Santiago e cidades perto (a mais longe ficava a, aproximadamente, 130km da capital). Sendo assim, precisávamos de um hotel apenas para dormir, que fosse bem localizado e perto de vias de acesso. A cidade oferece hotéis para todos os gostos e bolsos e, como fomos em baixa temporada, achamos vários locais com boas condições.

Nossa escolha foi por um hotel de rede simples, o Ibis. Como ficaríamos pouco tempo no quarto, achamos que ele teria tudo que a gente precisasse. Ficamos na unidade ‘Estación Central’ e, o hotel em si era muito bom e os atendentes sempre solícitos (menos a moça da recepção que não tinha nos informado que o café era pago, enquanto na época que foi feita a reserva, aparecia no site que era gratuito, e acabei tendo que pagar uns $ 30 de café no fim da estadia). Ele possui wifi gratuito, que pegava desde o saguão, até em qualquer lugar do quarto e está numa região bastante central da cidade. A diária ficou em torno de R$ 100,00 e, como tinha várias milhas da Accor, acabou que o hotel saiu de graça, hahahah! Os quartos são bem limpos, padrão Ibis, e bem distribuído.

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Fachada do hotel

Sinceramente, o hotel é bem bom, mas em um lugar barulhento. Descobrimos que ele fica literalmente ao lado da rodoviária de Santiago e, por volta de 5 horas da matina, começava o barulho de um alto falante infernal chamando o embarque e desembarque dos ônibus. Além disso, a região era muito cheia, com gente andando de um lado para o outro, parecendo uma 25 de março. Não gostei muito e acabamos que ficamos meio com medo de andar a pé por lá, saíamos apenas de carro. Se fosse escolher para voltar lá novamente, ficaria no hotel Ibis mesmo, mas que fica em Providência, que é uma região mais badalada, ainda sim tem bom custo-benefício e é perto das áreas de deslocamento.

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Desayuno reforçado pra aguentar o batente!

Um outro ponto negativo, que ninguém reparou no momento da reserva, era que não tinha geladeira no quarto!!!!! Foi uma decepção danada quando descobrimos, tivemos que beber tudo em temperatura ambiente, ou então roubar gelo do quarto do hotel. Geladeira é uma coisa que nunca reparava se tinha ou não no quarto, pois achava que era sempre default. Depois dessa, aprendi mais um item a ser conferido no momento da reserva! Mas, era limpo, tinha muito lugar pra guardar mala, cheiroso e a cama era gostosa. Cumpriu com louvor o propósito inicial!

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Cadê geladeira? Hahahah!

Dica muito importante sobre hotéis no Chile, em geral: nos hotéis, é cobrado um imposto que já fica embutido na diária chamado IVA. Mas, como uma estratégia do governo chileno de fomentar o turismo, esse imposto que corresponde a 19% do valor da diária é isento para cidadãos de outras nacionalidades. Para conseguir o desconto, basta ter pago a reserva do hotel com cartão de crédito, que eles fazem o estorno para você. Alguns hotéis já descontam o valor no momento da reserva no site, portanto fiquem sempre atentos sobre a maneira com que o hotel que você escolher devolve a grana geralmente.

Aluguel de carro

Uma segunda decisão penosa dessa viagem foi sobre transporte e o que fazer. Como nosso roteiro incluía vários translados distantes para outras cidades, e cada um queria conhecer um canto da cidade mas, em contrapartida, estávamos hospedados ao lado das estações centrais de metrô e de ônibus, não sabíamos o que fazer com condução. No entanto, ao pesquisar o preço médio dos translados que precisávamos, o roteiro que desenhamos para os dias e as longas distâncias que seriam percorridas, não houveram duvidas sobre o aluguel do carro. O ponto chave para a decisão foi quando todo mundo começou a falar com a gente que taxista em Santiago era pior que taxista no Rio!

Pesquisei bastante nas locadoras internacionais, mas acabei alugando o carro numa companhia do próprio país que uma amiga minha indicou, chamada Chilean Rent a Car. Eles possuem um serviço onde cobram uma pequena taxa para levar o carro para você no aeroporto e, para devolver, eles pegam com você onde estiver. É uma mordomia que vem muito a calhar, eles são super pontuais, os carros em ótimo estado e abastecidos, foi uma das melhores decisões da viagem. A diária do carro que alugamos (um Chevrolet Spark) ficou em torno de R$ 60, já com os seguros incluídos. Pagamos ainda um adicional de R$ 12 por dia pelo GPS. Pessoal, é IMPOSSÍVEL andar em Santiago sem GPS, todas as ruas parecem ser iguais! Fizemos a reserva pela internet, e eles ficaram no saguão do desembarque esperando a gente com uma plaquinha com nosso nome. Não teve erro!

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Nosso possante tirando onda em Vina del Mar

Íamos ficar com o carro apenas 3 dias (tentamos concentrar todos os passeios longe no começo, caso tomássemos a decisão de devolver o carro), mas vimos que não ia compensar. Quando expirou o prazo, estendemos o aluguel até o fim da viagem. Além de ter literalmente pegado amor pelo carro (batizamos ele de ‘Floquinho’ lá no Valle Nevado) e, compensava muito ficar com ele, já que havia muito lugar a ser visitado ainda! Além dele ter um tanque de bicicleta e quase não precisar ser abastecido (inclusive teve uma hora que achamos que o medidor estava com defeito, pois já tinha andado uns 150km e não tinha baixado nem um pouquinho), o carrinho ainda era super confortável e valente. A única hora que passamos aperto no carro, foi quando precisamos voltar para o aeroporto, no final da viagem. As malas de todo mundo se multiplicaram, e precisamos colocar dentro dessa “bolinha”4 malas grandes e uma dezena de bagagem de mão.

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Floquinho, saudades! Você mora no meu coração! Se pudesse, tinha te colocado na bagagem :( Essa foto foi um mico danado no Valle Nevado, o chileno que tirou ela até agora deve estar se perguntando porque um bando de brasileiros retardados estavam abraçando o carro, hahaha!

Para alugar carro, apenas uma dica importante: esteja afim de dirigir, de se perder, ficar confuso e se aventurar a dirigir em um lugar onde nunca dirigiu antes. Tem gente que não tem espirito aventureiro e pode mais se estressar do que tudo fazendo isso. Eu adoro dirigir em lugares novos e tentar encontrar as coisas, meio que uma caça ao tesouro. Para mim, a direção era prazerosa. Mas, não estrague a viagem alugando um carro se você não está preparado a se sujeitar a ter imprevistos.

Para quem quiser, sugiro também contratar um seguro adicional de viagem, assim você garante a tranquilidade nas suas aventuras!.

O roteiro 

Finalmente, depois desse blá blá blá todo sobre os preparativos da viagem, vamos ao que interessa, o roteiro. Caso alguém queira saber mais alguma informação detalhada sobre os lugares que passamos, escreva nos comentários ou me mande um e-mail. Ainda estou planejando fazer um post separado apenas das comidas e também das comprinhas!

Dia 1 – A viagem CNF-GRU-SCL e a chegada no Chile

  • Saída de casa em BH de madrugada e chegada em Santiago por volta do horário do almoço: mesmo sendo véspera de carnaval, não houve nenhum atraso no voo e tudo saiu no horário. As malas chegaram rapidamente, e seguimos uma dica valiosíssima dos viajantes que nos deram dicas, sentar no trecho para Santiago do lado direito da aeronave. Desse lado, é possível avistar toda a cordilheira da janela. A imagem é de encher os olhos, e todo mundo no voo fica maluco pra tirar fotos e apreciar, ainda mais que nosso voo foi diurno! Só nesse começo, já vimos que a viagem seria maravilhosa!

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Pegamos um verão bem atípico e a cordilheira já estava com bastante neve para a época. Presente do papai do céu :)

  • Pegar o carro no aeroporto e ir para o hotel deixar as malas: já falei bastante sobre o aluguel do carro na seção anterior. O aeroporto fica bem próximo a cordilheira e a uns 15 km do centro da cidade. Como nosso hotel ficava na reta do aeroporto, chegamos lá bem rapidinho e sem dificuldades.
  • Ir ao shopping Costanera para trocar o dinheiro, almoçar e fazer as primeiras compras (coisas para deixar no quarto do hotel, eletrônicos e começar a conferir o preço das coisas para ver onde é a melhor opção de comprar depois): estávamos bastante cansados da viagem e com MUITA fome quando chegamos ao shopping, pois acabou que nos desorientamos um pouco com o GPS para chegar até lá e fomos comer mais de cinco da tarde. Mesmo assim, batemos perna até, já compramos muitas guloseimas nesse dia, e inclusive comprei meu Mac logo de cara, assim que troquei o dinheiro. Passeio bem proveitoso!
  • Retorno ao hotel para descansar e acordar cedo no outro dia para os passeios: mais uma vez, ficamos meio perdidos, pois estava escuro e o GPS fica desorientado a passar dentro das autopistas, que são vias expressas subterrâneas que tem em toda a cidade. Mas, deu tudo certo, só demoramos 1h para fazer um percurso que normalmente gastaríamos 20 minutos, hahaha!

Parece pouca coisa para um dia, mas só no primeiro dia chegamos no hotel para dormir por volta de meia noite. Imagine pra quem acordou 2 e meia da matina no dia anterior para ir pro aeroporto, já que o voo era super cedo? Quebradeira total, mas já deu pra ver a beleza da cidade :)

Dia 2 – Valparaíso e Vina del Mar, Shopping Arauco Maipu (por engano, haha)

  • Ida para Valparaíso e Vina del Mar: boa parte dos quatro patetas viajantes nunca tinham colocado a ‘patinha’ no oceano pacífico, entao como era um sábado, elegemos esse dia para nos aventurar em Valparaíso e Vina del Mar. As cidades ficam uma ao lado da outra, aproximadamente a 120km de Santiago. A estrada é, literalmente, um tapete, e tem dois pedágios bem baratinhos (algo em torno de dois reais cada um) até chegar lá. Saímos bem cedo, e o percurso durou por volta de 1h30min. Em Santiago estava friozinho quando saímos (uns 15 graus), mas achamos que era porque estava cedo. Mas, para nosso espanto, a estrada ia ficando cada vez mais cabulosa de neblina e, quando chegamos em Valpa, estava uns 10 graus. Quase morri congelada, pois achei que ia chegar no maior clima praiano e estava de shortinho e sandália. O que me salvou parcialmente foi um casaquinho e um cachecol que tinha deixado no carro no dia anterior, hahaha! Valparaiso não tem muito o que fazer, além de ver uma das casas de Pablo Neruda e dar um ‘rolezinho’ pelas ruas para apreciar a arquitetura da cidade. Eu achei lá meio feio, por ser cidade portuária, não tem muito atrativo mas, já que está por lá, dê uma passeada. Vina del Mar já é bastante diferente, cosmopolita e muito bonita. Você vê a elite chilena passeando pelas orlas largas, parece que você chegou na Califórnia. Lá o clima já estava bem mais ameno e, no fim da tarde já estava uns 35 graus! Vai entender o clima maluco desse país hahahaha!

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Ruelas de Valparaíso

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Chegada na orla de Vina del Mar

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Almoço phyno em Vina Del Mar (esqueci o nome do restaurante) com bastante Pisco Sour!

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Foto panorâmica linda do fim da tarde no Pacífico. E o sol saiu pra gente :)

  • Shopping Arauco Maipu: essa foi uma das coisas que deu errado na viagem! Planejamos ir ao shopping famoso chamado Parque Arauco mas, nosso GPS doido nos mandou para um outro shopping em uma cidade vizinha chamado Arauco Maipu. Depois de dirigir no dia uns 300km, ainda tive que dirigir numa direção completamente maluca para um lugar que não era onde queríamos ir hahahah! Mas, como estávamos varados de fome e eu precisava comprar roupa de neve para ir ao Valle Nevado no outro dia, não teve muita opção senão ficar por lá mesmo. O shopping é bem simples e não vale muito a visita, pois as lojas que tem nele, tem nos dois shoppings maiores da cidade também. Ele fica em outra cidade que não lembro o nome, que fica bem fora do sentido de Santiago. Não reclamo de ter ido lá, pois achei em uma liquidação formidável um casaco lindo da Columbia (marca excelente de roupas e acessórios esportivos de alto desempenho), de uns R$ 500 por uns R$ 150. Esse casaco me salvou do frio na cordilheira e também em vários dias a noite.

Dia 3 – Valle Nevado/Farellones, Parque Arauco e Patio Bellavista

  • Valle Nevado/Farellones: estava empolgada igual criança pequena para ir ao Valle Nevado, pois eu nunca tinha visto neve. Já fui pra muito lugar frio, mas nunca dei sorte de ver a branquinha. Estava bastante sem esperança de ver neve nessa época do ano no Valle Nevado mas, uns 10 dias antes de viajarmos, caiu uma pequena nevasca na regiao, e os montes de neve já começaram a se formar. Sabíamos que seria uma viagem complicada até lá, pois são apenas 60 curvas de CENTO E OITENTA GRAUS para chegar lá, mais umas 200 curvas na estrada, totalizando quase 300 curvas na subida. Em termos de distancia, o Valle Nevado fica a uns 60 km de Santiago, e 3000m de altitude (lembrando que a cidade fica quase no nivel do mar). Foi uma das maiores aventuras de direção que já fiz e, ao mesmo tempo, uma das estradas mais lindas!. Mas, atenção: se você for no período de neve intensa, não vá de carro por conta própria. A estrada fica, grande parte, a beira de um penhasco e a chance de sair pela tangente com a estrada com neve e sem correntes nos pneus é muito grande. Prefira ir de van, caso vá na alta temporada, com pessoas especializadas e que conhecem bastante a estrada. Mas, se for entre outubro e abril, vá de carro sem medo. Chegando lá, íamos vendo a neve se acumulando e eu quase não cabia dentro de mim de emoção. A estação em si estava fechada (isso significa que não dá pra esquiar, mas você pode andar lá a vontade), e a vista é de tirar o fôlego. Compensou todas as curvas pegar na neve e ver os Andes, foi uma das melhores sensações da minha vida. Foi um momento também de agradecer por tudo que tenho, todas as oportunidades, e ainda na companhia de bons amigos. A vida foi muito boa pra mim esse dia :)

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Entroncamento da subida da estrada, após as 60 curvas de 180 graus (e, ainda faltando mais umas 30 curvas malucas até o Valle)

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A chegada :)

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Vista linda!

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Congelando a bunda pra tirar a foto, mas uma das minhas preferidas em toda a viagem!

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Trio parada dura congelado!

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Torta de chocolate magnifica com chocolate quente, no restaurante do topo da montanha

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A primeira bolinha de neve a gente nunca esquece ;)

  • Almoço no Tiramisu: 11 em 10 pessoas nos indicaram o tal desse restaurante para irmos na região de Las Condes, região metropolitana de Santiago. É um restaurante italiano que serviu uma das pizzas mais deliciosas que já comi na vida. Estávamos varados de fome depois da descida hipnótica, e caiu super bem! Pedimos uma pizza de funghi e uma de salmão (d-i-v-i-n-a) e, para fechar com chave de ouro, um sorvete maravilhoso! Voltamos lá mais uma vez durante a viagem, foi muito bom. E, pela qualidade, achei MUITO barato. A conta deu uns 35 reais por pessoa em um dos restaurantes mais top da cidade.

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Cuidado com a baba no monitor (1)

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Cuidado com a baba no monitor (2)

  • Compras no shopping Parque Arauco: o Parque Arauco faz parte da rede de shoppings Arauco, que tem vários empreendimentos pela cidade. Ele é um dos mais antigos, mais bonitos e com as lojas que a gente mais ama. Tem loja da Apple, Forever 21, e três lojas EXCELENTES que só tem no Chile, estilo da nossa ‘falecida’ Mesbla: a Ripley, Paris e Falabella. Sobre as compras, vou fazer um post separado, pois merece. Se você tem pouco tempo na cidade, prefira visitar o Parque Arauco. Ele é bem completo, tem uma área de alimentação externa super phyna e lojas para todos os gostos e bolsos.
  • Fechando a noite no Patio Bellavista: o Patio Bellavista é um quarteirão fechado que fica na região de Providencia, e conta com vários bares e restaurantes badaladinhos. Ótimo programa para a noite, e voltamos lá outras noites. Nesse primeiro dia, decidimos ir a um pub inglês chamado Dublin, que estava bem gostoso :)

Dia 4 – Vinícola Concha y Toro, Passeio no Centro Histórico, Cerros Santa Lúcia e San Cristóvão e Costanera Center

  • Concha y Toro: Quando estávamos decidindo o roteiro, iríamos inicialmente apenas na Cousino Macul, fazer o tour Bike and Wine (veja no roteiro do próximo dia todos os detalhes desse passeio). No entanto, é aquele tal negócio: você vai no Rio, tem que ir no Cristo, em NY tem que ir no Empire State, em SP tem que ir na Paulista. Entao, fomos na Concha y Toro fazer o pacote turista completo! A entrada custa, se não me engano $18, e você tem direito ao tour de 1h, conhecer a masmorra do Casillero del Diablo e também ganha uma taça da vinícola. Um ponto alto de lá é que tem wifi gratuito (gente, é um PARTO achar wifi na cidade, e a TIM resolveu me deixar sem sinal a viagem inteira, estava quase tendo crise de abstinência), a vinícola é MUITO bem cuidada e, para fechar com chave de ouro, visitamos a vinícola uma semana antes da colheita de uva :) Vimos todas as parreiras lotadinhas e recheadas, e eles deixaram experimentar uma uva de cada tipo no tour. Existe uma área reservada onde tem uns pezinhos de cada tipo de uva para degustação. O tour em si é bastante comercial e eu particularmente não gostei de nenhum vinho que foi servido. Como fomos de carro (lembram do floquinho?), demoramos cerca de 30 min para chegar na vinícola do centro da cidade. Sei que eles tem opção de translado ida e volta do hotel, e existem linhas de ônibus e metrô que passam perto. Vale o passeio!

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Chegada na vinícola

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Logo na entrada, um caminho lindo cheio de parreiras!

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Pés carregadinhos :)

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Parreiras a perder de vista! No Chile, as parreiras são plantadas na vertical, para que os pés recebam a mesma quantia de luminosidade de todos os lados :)

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Identificação das uvas que originam cada tipo de vinho

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Armazenamento dos vinhos Casillero del Diablo por cinco anos em barris de carvalho

  • Centro histórico e cerros: Esse foi o dia em que mais andamos! Depois da Concha y Toro, fomos para o bairro Providencia para renovar o aluguel do carro e fazer passeio pelo centro histórico. Santiago é uma cidade muito bela e bem cuidada e, em alguns momentos, você acha que está na Europa. Muita civilidade e prédios lindos nas rua. Fizemos um tour por todo o centro histórico e subimos nos Cerros Santa Lúcia e San Cristóvão (um dos mais altos da América). Os Cerros são mirantes, onde dá para ver a cidade toda, a vários km de distância. Eles tem também um lado religioso, e são mantidos em parques pela Igreja. Sao muito bonitos e lugar de admiração e contemplação. Na época medi o percurso, e andamos cerca de 13km a pé, foi uma caminhada puxada!

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Fachada do Museu de Belas Artes

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Vista do Cerro Santa Lúcia e a Cordilheira

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Vista do Cerro San Cristóvao e a Cordilheira

  • Costanera Center: o Costanera Center é um dos maiores shoppings da América Latina, com seis andares. Os andares são divididos de acordo com o tipo de público, como masculino, feminino, infantil, alimentação, eletrônicos, dentre outros. O shopping é lindo, tem todas as lojas que amamos (nele não tem Forevinha, mas tem H & M) e é super bem localizado. No primeiro andar dele, tem o melhor supermercado de Santiago, o Jumbo. Lá é um lugar ÓTIMO para comprar vinhos e chocolates, o preço é muy amigo! Lá ainda vende marcas ótimas na seção de perfumaria, a parte de casa também é linda, ou seja, tudo de bom! No post de compras, depois dou mais detalhes! No primeiro dia ficamos umas 6h dentro do shopping, sendo 2 no Jumbo. De novo, esse dia, ficamos mais umas 2 horas lá!

Dia 5 – Passeio na vinícola Cousino Macul (bike and wine tour), Mall of Sports, Parque Arauco

  • Cousino Macul: Foi, sem dúvidas, um dos passeios mais aguardados da viagem. Dica de uma amiga de trabalho, a empresa La Bicicleta Verde oferece vários passeios de bike e a pé em muitos pontos turísticos. Escolhemos o passeio na Vinícola Cousino Macul (vinhos MUITO MUITO bons, coitada da Concha y Toro), que fica em Santiago mesmo, a uns 20 min de carro do centro. Os passeios podem ser agendados pelo site da Bicicleta Verde e pagos com antecedência com cartão de crédito. Eles possuem dois tipos de passeio lá: o passeio de meio dia, que inclui 7 km de bike na plantação e quatro degustações, sendo duas delas feitas no meio da pedalada, e outras duas na fábrica e na sede, para conhecer o processo produtivo e a casa sede. O outro passeio é de dia inteiro e inclui almoço e 16km de pedalada. Como ficamos com medo de não dar conta de pedalar isso tudo, escolhemos o de meio dia, que custou $50. Essa vinícola tem muiiiito menos frescura do que a Concha y Toro, já que você pode entrar na plantação afora, comer uva até cair, e eles tem muito mais paciência e tempo de explicar o processo produtivo. O pessoal é super acolhedor e nosso grupo era bem divertido. Rimos muito com os tombos alheios, as lerdezas, taça voando e cascalho pra todo lado! Lá também ganhamos uma taça da vinícola, bebemos bastante vinho bom e uma água para refrescar. Mas, fiquei sem água pra beber, pois usei a minha para lavar a minha taça, que voou no meio da plantação hahahahahahah! Esse voltaria com certeza em uma próxima viagem, e faria o passeio de dia completo.

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Bicicletas prontinhas para serem tombadas, hahaha!

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Um brinde :)

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As bikes em uma das paradas

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Brinde de taça vazia. Phyneza em plena plantação bikewine6

Eta povo atleta!

  • Mall of Sports: o Mall of Sports é um shopping com uma proposta diferente. Ele tem lojas apenas voltadas para esporte, uma pista de kart dentro dele, um simulador de ondas gigante para surf e, sazonalmente, uma mega pista de patinação no gelo. Conta também como atração fixa escalada e rapel. As lojas são muito boas, mas não são baratas. Único lugar que aproveitei mesmo foi a Billabong e uma cadeira ótima de massagem, onde ficamos sentadas relaxando enquanto assistíamos o pessoal tomando caldo no simulador de onda gigante, hahaha! Até encararia o simulador, mas tava uns 14 graus… Imagina a temperatura da água! Ele fica numa região meio afastada, quase na saída para Farellones e Valle Nevado. Se você curte esportes, vale a pena passar lá!

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Área interna do shopping

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Simulador de ondas para surf. Acho que custava tipo uns 100 reais 40 minutos e incluía um mini-curso e a roupa de neoprene.

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Área externa do shopping, lindo!

  • Parque Arauco: Vou falar desse shopping mais no post de compras, mas não poderia deixar de mencionar aqui. O Parque Arauco é um shopping excelente e enorme que fica numa região muito chique de Santiago e, mais uma vez, com todas as lojas que amamos. Comprei muita coisa lá, muita coisa com preço bom, muita coisa bonita e phyna. Tem lojas para todos os preços e gostos e recomendo fortemente passar uma tarde inteirinha lá e depois ir para a área externa que conta com vários bares e restaurantes deliciosos. Vale demais o passeio!

Dia 6 – Mercado Central, últimas compras perto do hotel e ida para o aeroporto

  • Mercado Central: fomos até o mercado central comer a famosa Centolla, que é como se fosse um caranguejo gigante. Tinha lido em alguns lugares que tinha que provar isso, e o melhor lugar era no mercado. O tal do bicho é muito caro, o mercado é de peixe e tem um cheiro mega desagradável e a tal da Centolla é bem sem graça. Os caras começam te oferecendo o prato por uns 400 reais e, de acordo com a cara do turista vao baixando o preço. Não gostei, fiquei mega irritada, o prato demorou e foi mal servido. Tive que bater um prato enorme de macarrão no aeroporto senão ia comer a cadeira do avião! Foi a única coisa que realmente não recomendo a ninguém na cidade. Esse pessoal deveria parar de assediar e explorar turista, muito chato o jeito que eles fazem.

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Restaurantes de pescados no mercado

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Mercado de frutas perto do mercado que não gostei, que é o de peixe. Fiquei impressionada como fruta é barata e bonita. Nessa foto, 1kg de morango por uns R$ 4,50, barato demais! E os morangos eram ENORMES!

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A centolla medonha!

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Meda!

  • Últimas compras perto do hotel: fomos perto do hotel fazer as ultimas comprinhas de cosméticos em um supermercado da rede Wal Mart e caçar mais uns vidros de John Frieda queridinho :)
  • Ida para o aeroporto: esse ultimo tópico é apenas uma dica pra quem alugar carro. Nunca se esqueça de alugar um carro que na volta caberá as malas, hahahahah! Como alugamos o Floquinho, que tem um espaço interno bem apertado, fomos para o aeroporto quase sem enxergar o painel, com 4 malas grandes abarrotadas, 4 malas pequenas e várias bolsas, mochilas e malas de mao. O trajeto rendeu muitas risadas, hahaha! Sobre o aeroporto, ele é excelente e bem moderno. A ala internacional é super confortável e o duty free tem promoções bem boas de perfume. Não deixe para fazer suas compras de chocolates e eletrônicos nele, compre em Santiago mesmo, que é mais barato.

Dia 7 – Chegada no Brasil

A viagem terminou por aqui, chegamos por volta de 2 da matina no aeroporto e nosso voo só saia para BH as 9h. O voo atrasou, saímos por volta de 10 e mortos de cansado por ter dormido no aeroporto. Mas, com ótimas lembranças na mente e na bagagem!

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Bem, espero que tenham gostado desse relato enorme da viagem. Tentei passar as informações mais importantes e os principais locais, sentimentos e sensações da viagem. Foi uma viagem deliciosa, com ótimas companhias e só boas lembranças! O país nos acolheu muito bem, e espero voltar em breve para esquiar, ou mesmo no verão, sentir de novo a atmosfera desse lugar abençoado :)  Quem sabe, estender até o deserto do Atacama ou na região dos lagos…

Se você está em busca de um destino barato, bonito e perto, o Chile é, sem dúvidas, a melhor opção!

E você, já foi ao Chile? Alguma pergunta? Vamos lá!

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