Sapatos confortáveis para viagem

Hoje vim aqui para falar de um assunto que muita gente acaba se esquecendo, e é essencial quando você vai fazer uma viagem, que é sobre o conforto dos seus pés. Muita gente deixa para fazer as malas de última hora (ou, nesse caso, se planeja até demais), e acaba se esquecendo de ter bastante atenção no item mais essencial dela: os sapatos.

Sapato de viagem, para mim, precisam obedecer apenas a duas máximas: serem confortáveis e funcionais! Eu fico morrendo de dó em viagens de quem vai com sapatos totalmente inapropriados para o passeio como, por exemplo, se você vai andar em um parque, não dá para ir de salto. Vá de tenis, mocassim ou uma botinha de salto reto confortável. Se você vai para um local frio, nada de bota de couro! use uma bota bastante confortável e quentinha, de preferência com lã por dentro. Couro só segura frio de 15 graus do Brasil, mas não neve.

Para isso, preparei um mini guia com algumas fotos para que vocês se inspirem ao arrumar a mala e não percam a sua viagem com os pés doendo, cheio de bolhas, ou com dores nas costas!

Sapatos básicos para viagens no verão:

  • Chinelo para ir à praia e usar no hotel – sempre uso para tomar banho
  • Uma rasteirinha clara confortável e uma rasteirinha escura confortável – pode ser também substituídas por flats
  • Um tênis ou sapatênis – que seja fresco e deixe o pé respirar bem :)

Achei algumas sugestões bem legais de flatforms nesse site aqui 

Sapatos básicos para viagens no inverno:

  • Bota de lã baixa confortável escura (sugiro que não seja over the knee para não incomodar)
  • Um tênis confortável
  • Um chinelo para usar no hotel

Estou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A com essas botinhas! Sei que elas não são as mais lindas, mas achei elas BBB: boas, bonitas e baratas. A primeira da esquerda é mais cara (achei por uns $300, da Capodarte), mas a da direita estava por tipo R$ 80 nesse site aqui. Já me imagino demais usando ela na próxima viagem!

Uma outra dica de ouro que dou para evitar a fadiga em quando ficar muito tempo com o mesmo sapato (por exemplo, durante o trânsito aereo), é de sempre usar meias de compressão. Elas evitam a famosa ‘síndrome do viajante’, que são pés e parte posterior das pernas inchadas e com aquela impressão de que sua perna está muito pesada. Além disso, ela evita a formação de coágulos e uma possível trombose. E se você não sabe qual comprar ou onde comprar, sugiro que agenda uma consulta em um angiologista para entender melhor da sua circulação!

E vocês? Quais as dicas que julgam essenciais em termos de conforto para os pés em viagens?

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Disneyland Paris, ainda vale à pena?

Em 2014, publiquei um guia sobre como são os parques da Disney em Marne-la-Vallée, nos arredores de Paris. No final do ano passado, voltei à minha cidade favorita da vida, e resolvi dar um pulinho novamente aos parques para ver como eles estão e também aproveitar para ir durante a semana, pois da última vez fui no final de semana e estava bem lotado.

Recomendo que antes de lerem esse post que leiam o primeiro que publiquei há dois anos, pois lá dou mais detalhes sobre como chegar e alguns pontos de atenção. Aqui darei alguns updates sobre a estrutura e novas dicas de coisas novas que fiz essa vez.

Para quem vale à pena ir à Disney?

Já me perguntaram várias vezes se vale ou não à pena ir à Disney quando visitar Paris. Particularmente, eu adoro ir aos parques, sempre tive um carinho enorme pela Disney e sou suspeita para falar que não compensaria. No entanto, se é a sua primeira vez em Paris e você não tem mais do que cinco dias na cidade, recomendo que você volta à Disney em uma próxima oportunidade. Mas, se você tem uma semana, acho válido gastar um dia para passear nos parques. É um passeio gostoso e animado, e será um dia muito proveitoso.

Entrada maravilhosa, ainda mais com esse clima de inverno!

Para quem já foi na Disney de Orlando, os parques se assemelham muito ao Magic Kingdom e ao Hollywood Studios, mas com uma pegada “Europa”. Particularmente acho o clima de Paris mais ‘mágico’ que o de Orlando, mas isso é o sentimento de cada um, né?

Transporte para o parque

Conforme falei no último post, o melhor trajeto para quem está em Paris e região metropolitana é pegar o trem RER A até a estação Marne-La-Vallée/Chessy. O ticket de cada trecho custa  7,80€, e pode ser comprado em qulquer máquina de venda para a estação de metrô. Ficou alguns centavos mais caro do que da última vez, mas ainda compensa bastante.

Certifique-se que irá embarcar no trem correto

Um cuidado que é importante ter no RER A e eu me dei conta disso apenas nessa viagem é que esse trem possui três bifurcações diferentes, e apenas uma delas vai para Marne-La-Vallé. Então, enquanto está esperando na plataforma tenha certeza do horário que vai chegar o trem para o destino correto. Caso você perca ou entre em algum errado, o ‘detour’ pode te consumir muito tempo. Veja na tela acima, por exemplo, outro trem previsto na mesma plataforma que não vai para lá.

Ingressos

A Disney mudou recentemente as categorias dos bilhetes para o parque da França, que agora possui três categorias:

  • Mini: tickets para os parques durante a semana em baixa temporada
  • Magic: tickets para o fim de semana em baixa temporada
  • Super Magic: tickets para o fim de semana em alta temporada

Quando fui paguei o ticket Mini, pois era uma segunda-feira. Atualmente eles estão com uma promoção em vigor até 31/03/2017 com 30% de desconto nesse ticket, ou seja, ao invés de comprar por 62 euros o ingresso de um dia para dois parques, ele vai sair a 47 euros. Super em conta e vale bastante o preço.

Recomendo comprar o ticket de ‘Park Hopper’, assim você pode visitar os dois parques no mesmo dia. Não há necessidade de gastar dois dias de sua viagem conhecendo os parques. Dá tranqulo se você chegar cedo e for embora à noite. Falarei mais sobre a ordem de visita nas seções abaixo.

Compre o ticket pela internet, pois é bem mais em conta. Na porta do parque, os valores costumam ser cerca de 20% mais caros. Não se esqueça de imprimir os tickets, pois não tem como imprimir lá na hora.

Walt Disney Studios e Disneyland Paris

Falei bastante no post anterior sobre as diferenças entre cada parque, então não vou entrar em detalhes das atrações de cada um. O que foi mais diferente dessa vez foi a decoração dos parques e também o tempo de espera para entrar nos brinquedos. Em 2016 fui na época do Halloween e em 2016 como foi bem próximo do Natal, a decoração já estava toda temática para as comemorações de fim de ano e foi LINDO! Tinham paradas no meio do dia de Frozen que até ‘neve’ estava caindo no parque!

Como fui na segunda-feira, os tempos de espera dos brinquedos foram bem mais razoáveis, principalmente nos mais radicais. Da última vez não consegui repetir brinquedos, pois o tempo de espera estava em cerca de 90 minutos. Dessa vez consegui ir mais de uma vez em brinquedos concorridíssimos como a Space Mountain, e sem filas! Outra coisa que notei é que durante a semana os brinquedos infantis ficam muito mais cheios que os brinquedos mais adultos, e olha que os parquess estavam bem cheios!

Entrada da Disneyland Paris, com o emblemático jardim com a carinha do Mickey e o relógio famoso do nosso ratinho favorito. Só amor!

Vá com tempo para tirar foto nos jardins entre os parques

Sobre a ordem para visitar os parques, sugiro que vocês tomem a estratégia abaixo:

Manhã: Walt Disney Studios

Aquela empolgação toda vez que você vê essa caixa d’água linda!

Esse parque é um pouco mais ‘outdated’ do que o Disneyland Paris, e ainda tem brinquedos legais, mas você gasta muito menos tempo para percorrê-lo. Como também muita gente vai ao parque com criança, o encantamento geralmente é bem maior para ver o castelo e princesas do que esse parque. Mas, ele é lindo e tem muita coisa para fazer.

Entrada linda desse parque!

Sendo assim, de manhã ele fica bem mais vazio que à tarde, enquanto no Disneyland Paris, o trânsito é bem maior nas atrações pela manhã, pois à tarde já notei que as pessoas focam mais em ver as paradas. Chegue no parque 15 minutos antes de abrir para já esperar na fila e vá direto para as atrações Rock n’ Roller Coaster e Hollywood Tower of Terror, que são as mais concorridas. Se você seguir esse planejamento, conseguirá entrar as 10 da manhã e sair às 12:30 para almoçar, e depois já rumar para o próximo parque.

Pelo bem do post, deixo essa foto horrorosa minha com vocês, haha!

Se for nesses brinquedos, não esqueça de tirar uma ‘foto da foto’ do que é retirado nas câmeras no meio da atração. É hilário e imperdível!

O que é imperdível: Rock n’ Roller Coaster, Hollywood Tower of Terror e a área com o simulador do Ratatouille

Almoço: Aonde achar mais gostoso :)

Falarei um pouco disso na parte de alimentação, mas existem diversas opções de almoço nos parques e também no Disneyland Village. Escolha o que for melhor para o seu gosto e para o seu bolso!

Tarde e encerramento: Disneyland Paris

Esse é o parque mais mágico e que todo mundo sempre espera, não tem como negar. A entrada dele é bem similar à de Orlando, mas como eu disse anteriormente, com uma atmosfera diferente por ser na Europa! Ele é bem maior que o Walt Disney Studios e conta com mais de 40 atrações para todas as idades.

E para 2017, que todos os seus sonhos se tornem realidade! ???? #happynewyear #goodvibes #disneylandparis

Uma foto publicada por Blog defenestrando.net ???? (@defenestrandonet) em

Ele possui várias que são diferentes de Orlando, então vale à pena conferir. Mesmo nas que são similares, eles ainda possuem uma construção diferente, como a Space Mountain. Ela é MUITO melhor que a de Orlando e bem mais moderna, vale bastante a visita (apesar do medo de morrer no início, haha)!

Sugiro ficar no parque desde depois do almoço até a hora de fechar. Ele fecha cedo e o show de encerramento é lindo. Após isso, vá para o Disney Village dar uma volta e encerrar o dia com chave de ouro.

Compartilhei um pouco com vocês no Instagram sobre a decoração e alguns aspectos do parque, e as fotos mostram a beleza por si só!

Natal batendo na porta! Decoração linda de Natal da entrada da @disneylandparis ?? #defenestrandoviaja #tbt

Uma foto publicada por Blog defenestrando.net ???? (@defenestrandonet) em

Atrações imperdíveis: paradas programadas com os personagens (veja no programa do dia como estão os horários), Space Mountain e o Star Tours, que será reinaugurado em meados de 2017. Não deixe de entrar também nas lojas que são MARAVILHOSAS e nos restaurantes deliciosos. Na Main Street tem uma loja que vende várias coisas do Chef Mickey no inicio do parque ao lado direito que é indescritível.

Alimentação

Um dos pontos que achei bem mais claros nessa segunda vez que voltei ao parque foi em relação à alimentação. Da primeira vez não planejei e nem pensei muito bem em onde almoçaria, e acabou que na hora do almoço fomos ao Disney Village (uma vila que fica no entorno dos parques da própria Disney com várias lojas diferentes), mas digo que é bem melhor almoçar dentro dos parques. Primeiro que almoçar no Mc Donalds não é nada muito especial, e segundo que tem como comer algo mais ‘comida de verdade’ lá dentro com um preço similar.

Dessa vez dei uma pré pesquisada, e acabei escolhendo um fast food italiano que foi uma surpresa deliciosa dentro do Disneyland Paris, o Bella Notte. Ele fica atrás do castelo, indo para o caminho da Space Mountain. No mapa do parque é bem fácil localizá-lo.

Achei o preço bem em conta, considerando que estávamos dentro da Disney e pagando em Euros, e foi excelente! Como o dia estava bem frio, a comida caiu como uma luva.

A refeição completa para dois (entrada, prato, sobremesa e refrigerante) ficou em 26 euros, ou seja, 13 euros para cada um. Pedi de entrada uma salada, lasanha de prato principal e um tiramisu que estava surpreendentemente bom de sobremesa!

O mais surpreendente é a organização do restaurante. Eles já destinam lugares para você sentar e entre pagar e pagar não foi mais do que 30 segundos!

Saudades dessa casquinha gratinada da lasanha, estava MARA!

Existem outros restaurantes nesse estilo ‘fast food do mundo’, divididos entre os dois parques. Vale à pena dar uma pesquisada conforme seu gosto alimentar.

Disney Village

No post anterior expliquei como funciona a Disney Village (você pode ir lá visitar mesmo sem ingresso aos parques), e lá tem lojinhas lindas da Disney. No Natal, o charme adicional a mais que temos por lá é o mini mercado de Natal que eles montam ao longo da vila. São várias barraquinhas temáticas com comidas e produtos natalinos típicos de toda a França e de ótima qualidade. O valor não é barato, mas se você estiver procurando uma lembrança diferente, lá é o lugar.

Barraquinhas típicas com delícias francesas

A região é muito linda para passear após os parques e também curtir o por do sol. Tiramos fotos lindíssimas, pois o céu dessa região em Novembro é bem conhecido.

Por do sol maravilhoso na Disney Village!

Conclusão

Se tiver tempo, vá até a Disney e você não se arrependerá. Mesmo se já tiver ido em Orlando, também vale muito a visita. As propostas dos dois são distintas, mas eles tem atrações que valem a visita. É também um momento que você irá fazer um programa um pouco mais diferente dos disponíveis em Paris e é divertidíssimo. Se você estiver viajando com crianças, melhor ainda, pois eles aproveitarão demais!

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No interior da França: Bordeaux e Saint-Émilion

No início de Novembro, fiz um post comentando dicas de roteiros de viagem para quem está indo para Paris, mas quer sair da rota ‘turistona’ ou então já conhece a cidade e agora procura alguns destinos novos. Quando postei, ainda não tinha embarcado, então fiquei de voltar aqui para contar como foi!

Como já tinha ido à França em outras oportunidades e já conhecia bem Paris e redondezas, decidimos fazer em um final de semana um roteiro muito procurado, que é o de Bordeaux-Saint Émilion.

Para se locomover da Cidade Luz até Bordeaux é bem simples. Existem vários trens rápidos TGV que fazem o percurso em cerca de três horas, partindo da Gare de Montparnasse. O preço médio da viagem ida e volta, comprado com antecedência, é de 100 euros na segunda classe (comprei com cerca de 2 meses de antecedência e fiz a viagem em horário de pico, pois uma amiga minha que mora e trabalha lá nos acompanhou). Na verdade, compramos o trecho de ida na segunda classe e o trecho de volta na primeira classe para experimentar as duas. A diferença de valor para a volta foi de apenas quatro euros.

Iniciamos nossa viagem em uma sexta-feira às 18h (recomenda-se chegar na estação com pelo menos meia hora de antecedência e já se posicionar próximo à plataforma onde seu trem irá parar – funciona como as telas de portões de aeroporto), e chegamos na Gare St Jean em Bordeaux um pouco depois das 21h.

A cidade de Bordeaux tem uma rede boa de tramways, que são trens de superfície, e o ticket unitário custa 1,45 euros. Caso deseje comprar o passe diário, ele custa cerca de 6 euros e pode valer à pena dependendo da distância que for percorrer. Saímos da estação e pegamos um tramway até o hotel.

O hotel que escolhemos foi o Adagio Bordeaux Gambetta. Ele fica próximo à estação Gambetta e é um flat. O melhor do hotel é que ele é novíssimo e o preço é excelente pela qualidade. Não paguei pela hospedagem pois eu tinha pontos da Accor, mas acredito que ele custava cerca de 100 euros a diária num quarto que cabe até cinco pessoas (então se estiver viajando de turminha, fica muito barato pra cada um).

Fachada do Hotel

Como já chegamos no hotel por volta das 10 da noite, deixamos as coisas no quarto e só demos uma voltinha na rua para ver o que tinha perto. Estava um pouco frio e chovendo (nada demais, por volta de 10 graus), então resolvemos poupar as energias para gastar no sábado e no domingo, que estavam com a programação cheia!

Acabamos não tomando café da manhã no hotel, pois tinha um Starbucks em frente e também várias boulangeries maravilhosas no entorno! O legal da França é que mesmo em uma loja de rede ou em uma boulangerie tradicional, o preço do croissaint não passa muito de 1.10 euros, e são feitos com perfeição! Dois croissaints, uma bebida quente e você já está pronto para iniciar o dia. Vamos então ao roteiro:

Sábado

Manhã: passeio pelos pontos turísticos principais da cidade

Bordeaux é uma cidade bem plana, o que facilita muito conhecê-la à pé. Prefira hotéis perto do centro, assim você andará menos. Passamos por alguns pontos fazendo a rota com o mapa mesmo em papel que pegamos na estação de trem no dia anterior e fomos até os principais pontos, como a Église Saint-Pierre, Place de la Bourse (o famoso espelho d’água, símbolo da cidade), Porte de Bourgogne, Catedral de Bordeaux, Hotel de Ville, Pont de Pierre, dentre outros. Não vou colocar um roteiro a pé aqui, pois acho que depende muito do gosto e o que cada um gosta de ver. Como tínhamos apenas a manhã para o tour, preferirmos andar, sem entrar nos lugares, para aproveitar mais a cidade.

Arquitetura impressionante da Catedral de Bordeaux

Deck lindo ao amanhecer com vista para o Rio Garona

O espelho d’água da Place de la Bourse se forma de 10 em 10 minutos e vale à pena esperar ele se formar e dissolver

 

Finalmente o espelho com água, lindíssimo!

Uma dica para quem vai ao fim de semana é a feira de antiguidades na praça ao lado da Operá de Bordeaux.

Após o tour a pé, almoçamos perto do palácio do Parlamento e seguimos para o Office du Tourisme, onde tínhamos agendado um tour em Saint-Émilion e duas vinícolas da região.

Tarde: Tour em vinícolas na região de St-Émilion

Um dos motivos de ter escolhido Bordeaux foi conhecer um pouco mais do método de produção e vinícolas da região, que possui vários estabelecimentos que produzem os chamados vinhos Grand Cru. Ele é uma “Appellation d’origine contrôlée” (AOC) dos melhores vinhos produzidos na Côte de Beaune e Côte de Nuits na Borgonha, França. Escolhemos o tour de meio dia da Bordovino, que tem duração de seis horas e é dividido em três partes: visita à cidade de Saint-Émilion, visita a uma vinícola que possui a produção de Grand Cru e visita a uma vinícola familiar (sem o selo, mas ainda com vinhos excelentes). Existe a opção de realizar o tour em inglês ou francês.

O translado até a primeira parada durou cerca de 35 minutos, até chegarmos no centro de St-Émilion.

A cidade de Saint-Émilion tem apenas 2000 habitantes e a vinicultura teve papel importante na região e graças a ela, vários monumentos nas cidades e vilas foram construídos. Este é o principal motivo da inscrição da Jurisdição de Saint-Émilion como Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1999. Ela é super charmosa e em um tour de 40 minutos você consegue percorrer as vielas principais. Vá de sapato baixo e confortável, pois as ruas são de pedra, úmidas e íngremes!

Jardim interno da Catedral de St-Émilion 

Vielas lindas da cidade

Logo após o pequeno tour, fomos rumo à primeira vinícola, que foi a Chateau Fombrauge. A propriedade é do século XV e extramamente bem cuidada. Ela é uma das vinícolas produtoras de Grand Cru da região. Particularmente achei o vinho forte para meu paladar, mas valeu a experiência. Fizemos lá três degustações e também um ‘jogo’ para descobrir os aromas dos vinhos.

Vista da parte de trás do Chateau

Degustação realizada em uma sala super charmosa

Fotos realizadas no outono sempre são as mais lindas!

Logo após, fomos em um Chateau familiar (que não lembro o nome, hahaha), e adorei o vinho de lá. Chegamos no por do sol e fizemos além da degustação, também uma degustação de frios, queijos e chocolates. Estava um mimo de gostoso! Lá também é uma hospedaria e local para recepção de casamentos, e foi um dos mais lindos que já fui na vida.

Bosque e paisagismo super imponente da fachada (sem placa, para não ajudar a memoria)

Um pouco do bosque da propriedade

Esse passeio completo custou 88 euros e incluía o transalado, passeios e degustações. Achei o valor bom, pois a cidade é longe e como não pagamos nada pelas degustações e também pelo lanchinho na segunda vinícola, achei que valeu à pena.

Noite: Retorno das vinícolas e jantar no centrinho de Bordeaux

Chegamos de volta no Office du Tourisme por volta de 19:30 e de lá migramos para a região de bairros e restaurantes a pé para jantar. Não me lembro o nome do restaurante, por isso não tenho como indicar. Só dou uma dica: leve blusa de frio, pois a cidade à noite fica bem gelada e eu acabei tendo que entrar na H&M para comprar mais um casaco, pois não estava dando conta.

Domingo

Manhã: festival Bordeaux So Good

Um dos motivos pelo qual decidimos ir para Bordeaux ao invés de procurar outros destinos de fim de semana na França, é que coincidentemente na época da viagem. Ele é um festival gastronômico que ocorre em toda a cidade uma vez por ano, e tem como objetivo reunir os produtores locais de produtos mais tradicionais franceses nessa exposição.

Souvenir incluído para levar para casa, tacinhas fofas e ecobag lindinha

O evento ocorreu no pavilhão de exposições próximo ao porto, e o acesso foi bem simples via tramway. O ingresso custou cerca de 16 euros, e com ele você recebia um carnê de degustação em vários barraquinhas. Se não me engano, existia a possibilidade de degustar 3 bebidas (alcoólicas ou não, leia-se vinho haha), três bocados salgados e três bocados doces. Quando o carnê acabasse, você poderia comprar diretamente dos produtores ou levar para casa. Foi uma experiência bem legal e ficamos um pouco mais de duas horas por lá. Comprei algumas geléias diretamente do stand da fábrica da St Dalfour muito baratas (por aqui custa R$ 30 e eu paguei 2 euros em cada e ainda ganhei uma colher de geléia de porcelana de brinde).

Pavilhão super movimentado

Saindo de lá, fomos a pé pelo cais do porto até o museu La Cité du Vin, recém inaugurado.

Tarde: La Cité du Vin

O museu está às margens do Rio Garone e levou oito anos para ser construído, finalmente inaugurado em Junho de 2016. Apesar de ter sido descrito com o maior museu do vinho do mundo, o local se descreve como um “equipamento cultural único onde a alma do vinho se expressa através de uma abordagem envolvente e sensorial”. Seu objetivo é mostrar o vinho de forma diferente, através do mundo e das épocas e em todas as culturas e civilizações. Um espaço temático, didático e interativo que busca envolver e entreter (o segredo do sucesso para os espaços culturais na atualidade) o visitante e não somente tratá-lo como um observador passivo. A arquitetura dele é IMPRESSIONANTE, pois o edifício foi projetado por Anouk Legendre e Nicolas Desmazières do escritório de arquitetura parisiense XTU, que disseram querer criar um lugar cheio de “símbolos e referências” ao vinho. Sua forma geral se assemelha as curvas e voltas que o vinho faz ao ser despejado em uma taça.

Fachada impressionante e monumento bem alto, com oito andares se destaca no ‘skyline’ da cidade

Teto feito de garrafas de vinho no andar de degustação

Rótulos disponíveis para degustação de mais de 80 países

O ingresso mais barato custa 20 euros e inclui acesso ao primeiro, segundo e sexto andar do museu, além da degustação de um dos vinhos do mundo ofertados lá. Confesso que quando chegamos eu já estava bem cansada e não aproveitei tanto, pois achei o museu ‘cibernético’ demais, e com poucas peças históricas em si. A degustação também foi pouca e não ganhamos a taça de presente, o que costuma ser comum nesse tipo de local.

Achei interessante pela arquitetura e tecnologia, mas se tiver pouco tempo é um passeio que considero dispensável. Foque mais em conhecer Chateaus e as maravilhas naturais da região.

Noite: Retorno para Paris

Voltamos para o hotel para pegar as malas por volta das 16h e rumamos até a Gare St Jean via tramway novamente para pegar o TGV que partia também por volta das 18h. Na volta, fomos de vagão na primeira classe, e a diferença era apenas o espaço entre as pernas um pouco maior, e também que ele é o primeiro vagão do trem. Não havia nenhum tipo de serviço incluído além disso. Chegamos na Gare Montparnasse em Paris por volta das 19h e então rumamos para casa para descansar, já que a semana pela frente tinha muitos passeios programados na Cidade Luz e redondezas!

Como um balanço geral, valeu à pena o fim de semana, mas eu acho que dois dias são suficientes. Se você estiver procurando um passeio de três ou quatro dias, talvez é melhor estudar outras opções, como a Alsácia-Lorena ou então Lyon, que tem um tempo de deslocamento similar ao TGV.

E vocês? Conhecem a região ou tem alguma dica da França? Me conta!

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