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Mega guia/roteiro de viagem: Santiago do Chile!

Depois de um bom tempo sem postar sobre guias de viagem, aproveitei a folga do feriado para escrever sobre o último destino internacional que fiz esse ano: o Chile! Viajei em uma época bem ‘exótica’ para sair do país, o carnaval, e não arrependi nem um pouco! E, para quem pensa que não tem samba por lá, encontramos até bateria tocando no meio da rua. Mas, claro que não era isso que estávamos procurando nesse destino! Fomos atrás de um pouco de frio, enquanto aqui no Brasil estava um calor danado, de paisagens bonitas, ver o Pacífico e ter uma experiência mais próxima dos nativos.

Viajamos eu, uma amiga do trabalho e um casal amigo meu do trabalho. Partimos bem cedinho num voo da TAM na sexta-feira antes do carnaval para Santiago, e voltamos na quinta-feira depois do carnaval para BH. Foi tempo suficiente para conhecer a cidade e as redondezas no verão mas, para quem vai no inverno, recomendo que fique cerca de 10 dias para aproveitar mais as estações de ski. Como fomos no fim de fevereiro/início de março, já havia neve na cordilheira, o suficiente para brincar e tirar fotos lindas, mas não o bastante para esquiar.

Foi uma das melhores viagens que já fiz na vida, tudo deu extremamente certo! Um país maravilhoso, pessoas super receptivas, primeiro mundo e uma cultura riquíssima, bem ao nosso lado. Vou contando aos pouquinhos nas seções a seguir todos os detalhes. Preparem-se para mais um post da série “linguiça”, hahahaha!

Os preparativos

Começamos a pensar na viagem com bastante antecedência, aproximadamente 8 meses antes. Como era uma época bem concorrida de viagem, conseguimos garantir ótimos preços de hotel, aluguel de carro e de passeios. Já comentei aqui no blog que não gosto de viajar por agência ou pacote, pois você acaba ficando “preso” e faz uma rota muito de turista.

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Passaporte tá ficando gasto :)

Sempre que for preparar uma viagem por você mesmo, ainda mais envolvendo um grupo, é sempre importante reunir para definir o estilo de cada um, as prioridades da viagem, qual é a grana que cada um tem pra gastar para definir os tipos de passeio que serão realizados, a ordem desses passeios e encontrar uma solução de compromisso onde todos saiam ganhando! Preparar uma viagem sem ajuda “especializada” pode ser trabalhoso, mas é muito recompensador! Além disso, pesquise muito na internet e também com amigos que já visitaram o destino que você foi. Decidi inclusive escrever esse post para ajudar mais pessoas que queiram se aventurar, como nós nos aventuramos!

Dinheiro: o que levar e como levar?

Uma das principais dúvidas que tive nessa viagem foi sobre dinheiro: como levar, se vale a pena utilizar cartão de crédito, se era melhor levar real, dólar, trocar no Brasil ou o que for. Depois de uma série de pesquisas, ficar vigiando a cotação por bastante tempo e, principalmente, levando em conta o IOF que a nossa presidenta dentuça meteu em tudo, eis o veredicto: levar real em espécie e trocar lá na casa de câmbio.

Ponto positivo: você foge integralmente do IOF ou qualquer outro imposto sobre moeda estrangeira, pois no Chile não há taxas para converter dinheiro, desde que você faça uma troca abaixo de 10 mil dólares de uma vez. Se você tem dólares guardados, utilize apenas no Duty Free. Não compensa converter dólar para peso chileno. Pelo menos na época em que eu fui, era mais vantajoso converter para real primeiro do que levar Obamas.

Ponto negativo: tem que viajar com uma dinheirama em espécie e você fica morrendo de medo aqui no Brasil de alguém descobrir, hahahah! No meu caso, eu ia comprar um MacBook Pro Retina Display (sobre as compras, vou fazer um post separado bem detalhado, pois no Chile compensa comprar quase igual nos EUA), e tive que levar todo o dinheiro do Mac em espécie. Mas, deu tudo certo, nada que um porta dinheiro e viajar em grupo não resolva :)

Troquei todo o dinheiro sempre em casa de câmbio em shopping. Existe uma rede que tem casas de câmbio em todos os cantos chamada AFEX, que tem uma cotação bem razoável e tem várias unidades.

Reservando hotel

Nosso roteiro estava concentrado basicamente em Santiago e cidades perto (a mais longe ficava a, aproximadamente, 130km da capital). Sendo assim, precisávamos de um hotel apenas para dormir, que fosse bem localizado e perto de vias de acesso. A cidade oferece hotéis para todos os gostos e bolsos e, como fomos em baixa temporada, achamos vários locais com boas condições.

Nossa escolha foi por um hotel de rede simples, o Ibis. Como ficaríamos pouco tempo no quarto, achamos que ele teria tudo que a gente precisasse. Ficamos na unidade ‘Estación Central’ e, o hotel em si era muito bom e os atendentes sempre solícitos (menos a moça da recepção que não tinha nos informado que o café era pago, enquanto na época que foi feita a reserva, aparecia no site que era gratuito, e acabei tendo que pagar uns $ 30 de café no fim da estadia). Ele possui wifi gratuito, que pegava desde o saguão, até em qualquer lugar do quarto e está numa região bastante central da cidade. A diária ficou em torno de R$ 100,00 e, como tinha várias milhas da Accor, acabou que o hotel saiu de graça, hahahah! Os quartos são bem limpos, padrão Ibis, e bem distribuído.

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Fachada do hotel

Sinceramente, o hotel é bem bom, mas em um lugar barulhento. Descobrimos que ele fica literalmente ao lado da rodoviária de Santiago e, por volta de 5 horas da matina, começava o barulho de um alto falante infernal chamando o embarque e desembarque dos ônibus. Além disso, a região era muito cheia, com gente andando de um lado para o outro, parecendo uma 25 de março. Não gostei muito e acabamos que ficamos meio com medo de andar a pé por lá, saíamos apenas de carro. Se fosse escolher para voltar lá novamente, ficaria no hotel Ibis mesmo, mas que fica em Providência, que é uma região mais badalada, ainda sim tem bom custo-benefício e é perto das áreas de deslocamento.

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Desayuno reforçado pra aguentar o batente!

Um outro ponto negativo, que ninguém reparou no momento da reserva, era que não tinha geladeira no quarto!!!!! Foi uma decepção danada quando descobrimos, tivemos que beber tudo em temperatura ambiente, ou então roubar gelo do quarto do hotel. Geladeira é uma coisa que nunca reparava se tinha ou não no quarto, pois achava que era sempre default. Depois dessa, aprendi mais um item a ser conferido no momento da reserva! Mas, era limpo, tinha muito lugar pra guardar mala, cheiroso e a cama era gostosa. Cumpriu com louvor o propósito inicial!

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Cadê geladeira? Hahahah!

Dica muito importante sobre hotéis no Chile, em geral: nos hotéis, é cobrado um imposto que já fica embutido na diária chamado IVA. Mas, como uma estratégia do governo chileno de fomentar o turismo, esse imposto que corresponde a 19% do valor da diária é isento para cidadãos de outras nacionalidades. Para conseguir o desconto, basta ter pago a reserva do hotel com cartão de crédito, que eles fazem o estorno para você. Alguns hotéis já descontam o valor no momento da reserva no site, portanto fiquem sempre atentos sobre a maneira com que o hotel que você escolher devolve a grana geralmente.

Aluguel de carro

Uma segunda decisão penosa dessa viagem foi sobre transporte e o que fazer. Como nosso roteiro incluía vários translados distantes para outras cidades, e cada um queria conhecer um canto da cidade mas, em contrapartida, estávamos hospedados ao lado das estações centrais de metrô e de ônibus, não sabíamos o que fazer com condução. No entanto, ao pesquisar o preço médio dos translados que precisávamos, o roteiro que desenhamos para os dias e as longas distâncias que seriam percorridas, não houveram duvidas sobre o aluguel do carro. O ponto chave para a decisão foi quando todo mundo começou a falar com a gente que taxista em Santiago era pior que taxista no Rio!

Pesquisei bastante nas locadoras internacionais, mas acabei alugando o carro numa companhia do próprio país que uma amiga minha indicou, chamada Chilean Rent a Car. Eles possuem um serviço onde cobram uma pequena taxa para levar o carro para você no aeroporto e, para devolver, eles pegam com você onde estiver. É uma mordomia que vem muito a calhar, eles são super pontuais, os carros em ótimo estado e abastecidos, foi uma das melhores decisões da viagem. A diária do carro que alugamos (um Chevrolet Spark) ficou em torno de R$ 60, já com os seguros incluídos. Pagamos ainda um adicional de R$ 12 por dia pelo GPS. Pessoal, é IMPOSSÍVEL andar em Santiago sem GPS, todas as ruas parecem ser iguais! Fizemos a reserva pela internet, e eles ficaram no saguão do desembarque esperando a gente com uma plaquinha com nosso nome. Não teve erro!

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Nosso possante tirando onda em Vina del Mar

Íamos ficar com o carro apenas 3 dias (tentamos concentrar todos os passeios longe no começo, caso tomássemos a decisão de devolver o carro), mas vimos que não ia compensar. Quando expirou o prazo, estendemos o aluguel até o fim da viagem. Além de ter literalmente pegado amor pelo carro (batizamos ele de ‘Floquinho’ lá no Valle Nevado) e, compensava muito ficar com ele, já que havia muito lugar a ser visitado ainda! Além dele ter um tanque de bicicleta e quase não precisar ser abastecido (inclusive teve uma hora que achamos que o medidor estava com defeito, pois já tinha andado uns 150km e não tinha baixado nem um pouquinho), o carrinho ainda era super confortável e valente. A única hora que passamos aperto no carro, foi quando precisamos voltar para o aeroporto, no final da viagem. As malas de todo mundo se multiplicaram, e precisamos colocar dentro dessa “bolinha”4 malas grandes e uma dezena de bagagem de mão.

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Floquinho, saudades! Você mora no meu coração! Se pudesse, tinha te colocado na bagagem :( Essa foto foi um mico danado no Valle Nevado, o chileno que tirou ela até agora deve estar se perguntando porque um bando de brasileiros retardados estavam abraçando o carro, hahaha!

Para alugar carro, apenas uma dica importante: esteja afim de dirigir, de se perder, ficar confuso e se aventurar a dirigir em um lugar onde nunca dirigiu antes. Tem gente que não tem espirito aventureiro e pode mais se estressar do que tudo fazendo isso. Eu adoro dirigir em lugares novos e tentar encontrar as coisas, meio que uma caça ao tesouro. Para mim, a direção era prazerosa. Mas, não estrague a viagem alugando um carro se você não está preparado a se sujeitar a ter imprevistos.

O roteiro 

Finalmente, depois desse blá blá blá todo sobre os preparativos da viagem, vamos ao que interessa, o roteiro. Caso alguém queira saber mais alguma informação detalhada sobre os lugares que passamos, escreva nos comentários ou me mande um e-mail. Ainda estou planejando fazer um post separado apenas das comidas e também das comprinhas!

Dia 1 – A viagem CNF-GRU-SCL e a chegada no Chile

  • Saída de casa em BH de madrugada e chegada em Santiago por volta do horário do almoço: mesmo sendo véspera de carnaval, não houve nenhum atraso no voo e tudo saiu no horário. As malas chegaram rapidamente, e seguimos uma dica valiosíssima dos viajantes que nos deram dicas, sentar no trecho para Santiago do lado direito da aeronave. Desse lado, é possível avistar toda a cordilheira da janela. A imagem é de encher os olhos, e todo mundo no voo fica maluco pra tirar fotos e apreciar, ainda mais que nosso voo foi diurno! Só nesse começo, já vimos que a viagem seria maravilhosa!

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Pegamos um verão bem atípico e a cordilheira já estava com bastante neve para a época. Presente do papai do céu :)

  • Pegar o carro no aeroporto e ir para o hotel deixar as malas: já falei bastante sobre o aluguel do carro na seção anterior. O aeroporto fica bem próximo a cordilheira e a uns 15 km do centro da cidade. Como nosso hotel ficava na reta do aeroporto, chegamos lá bem rapidinho e sem dificuldades.
  • Ir ao shopping Costanera para trocar o dinheiro, almoçar e fazer as primeiras compras (coisas para deixar no quarto do hotel, eletrônicos e começar a conferir o preço das coisas para ver onde é a melhor opção de comprar depois): estávamos bastante cansados da viagem e com MUITA fome quando chegamos ao shopping, pois acabou que nos desorientamos um pouco com o GPS para chegar até lá e fomos comer mais de cinco da tarde. Mesmo assim, batemos perna até, já compramos muitas guloseimas nesse dia, e inclusive comprei meu Mac logo de cara, assim que troquei o dinheiro. Passeio bem proveitoso!
  • Retorno ao hotel para descansar e acordar cedo no outro dia para os passeios: mais uma vez, ficamos meio perdidos, pois estava escuro e o GPS fica desorientado a passar dentro das autopistas, que são vias expressas subterrâneas que tem em toda a cidade. Mas, deu tudo certo, só demoramos 1h para fazer um percurso que normalmente gastaríamos 20 minutos, hahaha!

Parece pouca coisa para um dia, mas só no primeiro dia chegamos no hotel para dormir por volta de meia noite. Imagine pra quem acordou 2 e meia da matina no dia anterior para ir pro aeroporto, já que o voo era super cedo? Quebradeira total, mas já deu pra ver a beleza da cidade :)

Dia 2 – Valparaíso e Vina del Mar, Shopping Arauco Maipu (por engano, haha)

  • Ida para Valparaíso e Vina del Mar: boa parte dos quatro patetas viajantes nunca tinham colocado a ‘patinha’ no oceano pacífico, entao como era um sábado, elegemos esse dia para nos aventurar em Valparaíso e Vina del Mar. As cidades ficam uma ao lado da outra, aproximadamente a 120km de Santiago. A estrada é, literalmente, um tapete, e tem dois pedágios bem baratinhos (algo em torno de dois reais cada um) até chegar lá. Saímos bem cedo, e o percurso durou por volta de 1h30min. Em Santiago estava friozinho quando saímos (uns 15 graus), mas achamos que era porque estava cedo. Mas, para nosso espanto, a estrada ia ficando cada vez mais cabulosa de neblina e, quando chegamos em Valpa, estava uns 10 graus. Quase morri congelada, pois achei que ia chegar no maior clima praiano e estava de shortinho e sandália. O que me salvou parcialmente foi um casaquinho e um cachecol que tinha deixado no carro no dia anterior, hahaha! Valparaiso não tem muito o que fazer, além de ver uma das casas de Pablo Neruda e dar um ‘rolezinho’ pelas ruas para apreciar a arquitetura da cidade. Eu achei lá meio feio, por ser cidade portuária, não tem muito atrativo mas, já que está por lá, dê uma passeada. Vina del Mar já é bastante diferente, cosmopolita e muito bonita. Você vê a elite chilena passeando pelas orlas largas, parece que você chegou na Califórnia. Lá o clima já estava bem mais ameno e, no fim da tarde já estava uns 35 graus! Vai entender o clima maluco desse país hahahaha!

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Ruelas de Valparaíso

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Chegada na orla de Vina del Mar

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Almoço phyno em Vina Del Mar (esqueci o nome do restaurante) com bastante Pisco Sour!

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Foto panorâmica linda do fim da tarde no Pacífico. E o sol saiu pra gente :)

  • Shopping Arauco Maipu: essa foi uma das coisas que deu errado na viagem! Planejamos ir ao shopping famoso chamado Parque Arauco mas, nosso GPS doido nos mandou para um outro shopping em uma cidade vizinha chamado Arauco Maipu. Depois de dirigir no dia uns 300km, ainda tive que dirigir numa direção completamente maluca para um lugar que não era onde queríamos ir hahahah! Mas, como estávamos varados de fome e eu precisava comprar roupa de neve para ir ao Valle Nevado no outro dia, não teve muita opção senão ficar por lá mesmo. O shopping é bem simples e não vale muito a visita, pois as lojas que tem nele, tem nos dois shoppings maiores da cidade também. Ele fica em outra cidade que não lembro o nome, que fica bem fora do sentido de Santiago. Não reclamo de ter ido lá, pois achei em uma liquidação formidável um casaco lindo da Columbia (marca excelente de roupas e acessórios esportivos de alto desempenho), de uns R$ 500 por uns R$ 150. Esse casaco me salvou do frio na cordilheira e também em vários dias a noite.

Dia 3 – Valle Nevado/Farellones, Parque Arauco e Patio Bellavista

  • Valle Nevado/Farellones: estava empolgada igual criança pequena para ir ao Valle Nevado, pois eu nunca tinha visto neve. Já fui pra muito lugar frio, mas nunca dei sorte de ver a branquinha. Estava bastante sem esperança de ver neve nessa época do ano no Valle Nevado mas, uns 10 dias antes de viajarmos, caiu uma pequena nevasca na regiao, e os montes de neve já começaram a se formar. Sabíamos que seria uma viagem complicada até lá, pois são apenas 60 curvas de CENTO E OITENTA GRAUS para chegar lá, mais umas 200 curvas na estrada, totalizando quase 300 curvas na subida. Em termos de distancia, o Valle Nevado fica a uns 60 km de Santiago, e 3000m de altitude (lembrando que a cidade fica quase no nivel do mar). Foi uma das maiores aventuras de direção que já fiz e, ao mesmo tempo, uma das estradas mais lindas!. Mas, atenção: se você for no período de neve intensa, não vá de carro por conta própria. A estrada fica, grande parte, a beira de um penhasco e a chance de sair pela tangente com a estrada com neve e sem correntes nos pneus é muito grande. Prefira ir de van, caso vá na alta temporada, com pessoas especializadas e que conhecem bastante a estrada. Mas, se for entre outubro e abril, vá de carro sem medo. Chegando lá, íamos vendo a neve se acumulando e eu quase não cabia dentro de mim de emoção. A estação em si estava fechada (isso significa que não dá pra esquiar, mas você pode andar lá a vontade), e a vista é de tirar o fôlego. Compensou todas as curvas pegar na neve e ver os Andes, foi uma das melhores sensações da minha vida. Foi um momento também de agradecer por tudo que tenho, todas as oportunidades, e ainda na companhia de bons amigos. A vida foi muito boa pra mim esse dia :)

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Entroncamento da subida da estrada, após as 60 curvas de 180 graus (e, ainda faltando mais umas 30 curvas malucas até o Valle)

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A chegada :)

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Vista linda!

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Congelando a bunda pra tirar a foto, mas uma das minhas preferidas em toda a viagem!

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Trio parada dura congelado!

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Torta de chocolate magnifica com chocolate quente, no restaurante do topo da montanha

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A primeira bolinha de neve a gente nunca esquece ;)

  • Almoço no Tiramisu: 11 em 10 pessoas nos indicaram o tal desse restaurante para irmos na região de Las Condes, região metropolitana de Santiago. É um restaurante italiano que serviu uma das pizzas mais deliciosas que já comi na vida. Estávamos varados de fome depois da descida hipnótica, e caiu super bem! Pedimos uma pizza de funghi e uma de salmão (d-i-v-i-n-a) e, para fechar com chave de ouro, um sorvete maravilhoso! Voltamos lá mais uma vez durante a viagem, foi muito bom. E, pela qualidade, achei MUITO barato. A conta deu uns 35 reais por pessoa em um dos restaurantes mais top da cidade.

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Cuidado com a baba no monitor (1)

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Cuidado com a baba no monitor (2)

  • Compras no shopping Parque Arauco: o Parque Arauco faz parte da rede de shoppings Arauco, que tem vários empreendimentos pela cidade. Ele é um dos mais antigos, mais bonitos e com as lojas que a gente mais ama. Tem loja da Apple, Forever 21, e três lojas EXCELENTES que só tem no Chile, estilo da nossa ‘falecida’ Mesbla: a Ripley, Paris e Falabella. Sobre as compras, vou fazer um post separado, pois merece. Se você tem pouco tempo na cidade, prefira visitar o Parque Arauco. Ele é bem completo, tem uma área de alimentação externa super phyna e lojas para todos os gostos e bolsos.
  • Fechando a noite no Patio Bellavista: o Patio Bellavista é um quarteirão fechado que fica na região de Providencia, e conta com vários bares e restaurantes badaladinhos. Ótimo programa para a noite, e voltamos lá outras noites. Nesse primeiro dia, decidimos ir a um pub inglês chamado Dublin, que estava bem gostoso :)

Dia 4 – Vinícola Concha y Toro, Passeio no Centro Histórico, Cerros Santa Lúcia e San Cristóvão e Costanera Center

  • Concha y Toro: Quando estávamos decidindo o roteiro, iríamos inicialmente apenas na Cousino Macul, fazer o tour Bike and Wine (veja no roteiro do próximo dia todos os detalhes desse passeio). No entanto, é aquele tal negócio: você vai no Rio, tem que ir no Cristo, em NY tem que ir no Empire State, em SP tem que ir na Paulista. Entao, fomos na Concha y Toro fazer o pacote turista completo! A entrada custa, se não me engano $18, e você tem direito ao tour de 1h, conhecer a masmorra do Casillero del Diablo e também ganha uma taça da vinícola. Um ponto alto de lá é que tem wifi gratuito (gente, é um PARTO achar wifi na cidade, e a TIM resolveu me deixar sem sinal a viagem inteira, estava quase tendo crise de abstinência), a vinícola é MUITO bem cuidada e, para fechar com chave de ouro, visitamos a vinícola uma semana antes da colheita de uva :) Vimos todas as parreiras lotadinhas e recheadas, e eles deixaram experimentar uma uva de cada tipo no tour. Existe uma área reservada onde tem uns pezinhos de cada tipo de uva para degustação. O tour em si é bastante comercial e eu particularmente não gostei de nenhum vinho que foi servido. Como fomos de carro (lembram do floquinho?), demoramos cerca de 30 min para chegar na vinícola do centro da cidade. Sei que eles tem opção de translado ida e volta do hotel, e existem linhas de ônibus e metrô que passam perto. Vale o passeio!

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Chegada na vinícola

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Logo na entrada, um caminho lindo cheio de parreiras!

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Pés carregadinhos :)

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Parreiras a perder de vista! No Chile, as parreiras são plantadas na vertical, para que os pés recebam a mesma quantia de luminosidade de todos os lados :)

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Identificação das uvas que originam cada tipo de vinho

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Armazenamento dos vinhos Casillero del Diablo por cinco anos em barris de carvalho

  • Centro histórico e cerros: Esse foi o dia em que mais andamos! Depois da Concha y Toro, fomos para o bairro Providencia para renovar o aluguel do carro e fazer passeio pelo centro histórico. Santiago é uma cidade muito bela e bem cuidada e, em alguns momentos, você acha que está na Europa. Muita civilidade e prédios lindos nas rua. Fizemos um tour por todo o centro histórico e subimos nos Cerros Santa Lúcia e San Cristóvão (um dos mais altos da América). Os Cerros são mirantes, onde dá para ver a cidade toda, a vários km de distância. Eles tem também um lado religioso, e são mantidos em parques pela Igreja. Sao muito bonitos e lugar de admiração e contemplação. Na época medi o percurso, e andamos cerca de 13km a pé, foi uma caminhada puxada!

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Fachada do Museu de Belas Artes

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Vista do Cerro Santa Lúcia e a Cordilheira

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Vista do Cerro San Cristóvao e a Cordilheira

  • Costanera Center: o Costanera Center é um dos maiores shoppings da América Latina, com seis andares. Os andares são divididos de acordo com o tipo de público, como masculino, feminino, infantil, alimentação, eletrônicos, dentre outros. O shopping é lindo, tem todas as lojas que amamos (nele não tem Forevinha, mas tem H & M) e é super bem localizado. No primeiro andar dele, tem o melhor supermercado de Santiago, o Jumbo. Lá é um lugar ÓTIMO para comprar vinhos e chocolates, o preço é muy amigo! Lá ainda vende marcas ótimas na seção de perfumaria, a parte de casa também é linda, ou seja, tudo de bom! No post de compras, depois dou mais detalhes! No primeiro dia ficamos umas 6h dentro do shopping, sendo 2 no Jumbo. De novo, esse dia, ficamos mais umas 2 horas lá!

Dia 5 – Passeio na vinícola Cousino Macul (bike and wine tour), Mall of Sports, Parque Arauco

  • Cousino Macul: Foi, sem dúvidas, um dos passeios mais aguardados da viagem. Dica de uma amiga de trabalho, a empresa La Bicicleta Verde oferece vários passeios de bike e a pé em muitos pontos turísticos. Escolhemos o passeio na Vinícola Cousino Macul (vinhos MUITO MUITO bons, coitada da Concha y Toro), que fica em Santiago mesmo, a uns 20 min de carro do centro. Os passeios podem ser agendados pelo site da Bicicleta Verde e pagos com antecedência com cartão de crédito. Eles possuem dois tipos de passeio lá: o passeio de meio dia, que inclui 7 km de bike na plantação e quatro degustações, sendo duas delas feitas no meio da pedalada, e outras duas na fábrica e na sede, para conhecer o processo produtivo e a casa sede. O outro passeio é de dia inteiro e inclui almoço e 16km de pedalada. Como ficamos com medo de não dar conta de pedalar isso tudo, escolhemos o de meio dia, que custou $50. Essa vinícola tem muiiiito menos frescura do que a Concha y Toro, já que você pode entrar na plantação afora, comer uva até cair, e eles tem muito mais paciência e tempo de explicar o processo produtivo. O pessoal é super acolhedor e nosso grupo era bem divertido. Rimos muito com os tombos alheios, as lerdezas, taça voando e cascalho pra todo lado! Lá também ganhamos uma taça da vinícola, bebemos bastante vinho bom e uma água para refrescar. Mas, fiquei sem água pra beber, pois usei a minha para lavar a minha taça, que voou no meio da plantação hahahahahahah! Esse voltaria com certeza em uma próxima viagem, e faria o passeio de dia completo.

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Bicicletas prontinhas para serem tombadas, hahaha!

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Um brinde :)

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As bikes em uma das paradas

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Brinde de taça vazia. Phyneza em plena plantação bikewine6

Eta povo atleta!

  • Mall of Sports: o Mall of Sports é um shopping com uma proposta diferente. Ele tem lojas apenas voltadas para esporte, uma pista de kart dentro dele, um simulador de ondas gigante para surf e, sazonalmente, uma mega pista de patinação no gelo. Conta também como atração fixa escalada e rapel. As lojas são muito boas, mas não são baratas. Único lugar que aproveitei mesmo foi a Billabong e uma cadeira ótima de massagem, onde ficamos sentadas relaxando enquanto assistíamos o pessoal tomando caldo no simulador de onda gigante, hahaha! Até encararia o simulador, mas tava uns 14 graus… Imagina a temperatura da água! Ele fica numa região meio afastada, quase na saída para Farellones e Valle Nevado. Se você curte esportes, vale a pena passar lá!

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Área interna do shopping

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Simulador de ondas para surf. Acho que custava tipo uns 100 reais 40 minutos e incluía um mini-curso e a roupa de neoprene.

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Área externa do shopping, lindo!

  • Parque Arauco: Vou falar desse shopping mais no post de compras, mas não poderia deixar de mencionar aqui. O Parque Arauco é um shopping excelente e enorme que fica numa região muito chique de Santiago e, mais uma vez, com todas as lojas que amamos. Comprei muita coisa lá, muita coisa com preço bom, muita coisa bonita e phyna. Tem lojas para todos os preços e gostos e recomendo fortemente passar uma tarde inteirinha lá e depois ir para a área externa que conta com vários bares e restaurantes deliciosos. Vale demais o passeio!

Dia 6 – Mercado Central, últimas compras perto do hotel e ida para o aeroporto

  • Mercado Central: fomos até o mercado central comer a famosa Centolla, que é como se fosse um caranguejo gigante. Tinha lido em alguns lugares que tinha que provar isso, e o melhor lugar era no mercado. O tal do bicho é muito caro, o mercado é de peixe e tem um cheiro mega desagradável e a tal da Centolla é bem sem graça. Os caras começam te oferecendo o prato por uns 400 reais e, de acordo com a cara do turista vao baixando o preço. Não gostei, fiquei mega irritada, o prato demorou e foi mal servido. Tive que bater um prato enorme de macarrão no aeroporto senão ia comer a cadeira do avião! Foi a única coisa que realmente não recomendo a ninguém na cidade. Esse pessoal deveria parar de assediar e explorar turista, muito chato o jeito que eles fazem.

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Restaurantes de pescados no mercado

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Mercado de frutas perto do mercado que não gostei, que é o de peixe. Fiquei impressionada como fruta é barata e bonita. Nessa foto, 1kg de morango por uns R$ 4,50, barato demais! E os morangos eram ENORMES!

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A centolla medonha!

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Meda!

  • Últimas compras perto do hotel: fomos perto do hotel fazer as ultimas comprinhas de cosméticos em um supermercado da rede Wal Mart e caçar mais uns vidros de John Frieda queridinho :)
  • Ida para o aeroporto: esse ultimo tópico é apenas uma dica pra quem alugar carro. Nunca se esqueça de alugar um carro que na volta caberá as malas, hahahahah! Como alugamos o Floquinho, que tem um espaço interno bem apertado, fomos para o aeroporto quase sem enxergar o painel, com 4 malas grandes abarrotadas, 4 malas pequenas e várias bolsas, mochilas e malas de mao. O trajeto rendeu muitas risadas, hahaha! Sobre o aeroporto, ele é excelente e bem moderno. A ala internacional é super confortável e o duty free tem promoções bem boas de perfume. Não deixe para fazer suas compras de chocolates e eletrônicos nele, compre em Santiago mesmo, que é mais barato.

Dia 7 – Chegada no Brasil

A viagem terminou por aqui, chegamos por volta de 2 da matina no aeroporto e nosso voo só saia para BH as 9h. O voo atrasou, saímos por volta de 10 e mortos de cansado por ter dormido no aeroporto. Mas, com ótimas lembranças na mente e na bagagem!

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Bem, espero que tenham gostado desse relato enorme da viagem. Tentei passar as informações mais importantes e os principais locais, sentimentos e sensações da viagem. Foi uma viagem deliciosa, com ótimas companhias e só boas lembranças! O país nos acolheu muito bem, e espero voltar em breve para esquiar, ou mesmo no verão, sentir de novo a atmosfera desse lugar abençoado :)  Quem sabe, estender até o deserto do Atacama ou na região dos lagos…

Se você está em busca de um destino barato, bonito e perto, o Chile é, sem dúvidas, a melhor opção!

E você, já foi ao Chile? Alguma pergunta? Vamos lá!

Quem faz a foto é o fotógrafo ou a camera?

Muita gente me pergunta por e-mail, ou nas redes sociais qual o tipo de câmera digital que costumo utilizar para tirar minhas fotos de viagens e de eventos. Não sou nenhuma profissional no ramo, mas acredito que fotos bem tiradas fazem toda a diferença! Sou apaixonada por fotografia, pois ela é responsável por tornar eternos momentos marcantes da nossa vida.

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Foto que tirei com minha Canon na estrada para o Valle Nevado, em uma viagem que fiz no carnaval com alguns amigos (e ainda estou devendo contar como foi)

Tenho uma câmera que se enquadra na categoria compacta/semi profissional (uma Canon SX120is, que já está na versão SX 170is, para quem ficar interessado no modelo). Gosto muito dela, pois ela tem duas coisas que prezo muito ao comprar esse tipo de aparelho: ela é bem pequena e funciona a pilha. Muita gente não gosta de pilha, mas acho a maneira mais prática, principalmente se sua recarregável acabar, pois você consegue substituir suas baterias em qualquer esquina e não fica na mão.

Mesmo que você não seja profissional, existem algumas regras de ouro que acho muito importante seguir ao tirar fotos, e são simples e rápidas de serem lembradas:

  • Cuidado com a iluminação: se você vai tirar uma foto contra o sol, chances que o ponto que você quer dar foco fique escuro, e não vai dar para enxergar nada. Nunca coloque a lente da câmera voltada para o sol, senão o resultado será desastroso e será uma chateação só ao ver a foto. Sempre tire fotos com luz natural com o fotógrafo voltado para o sol de costas! Com a foto que recebe muita luz, você pode deixar a exposição da lente mais ‘curta’, pois, de qualquer maneira, muita luz vai entrar na foto.

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Foto que tirei no Carnaval, em Vinã del Mar. Aproveitei e deixei a exposição um pouco aberta para captar o dia lindo de sol!

  • Saturação: Muita gente gosta de tirar fotos em preto e branco ou em sépia, para dar um ar mais ‘vintage’ ou um efeito mais bonito na foto. Eu mesma sou amante de fotos nessas cores, mas, prefiro depois alterar a cor da foto com software de edição de imagens. Ao tirar a foto em preto e branco diretamente ou qualquer outra cor, você perde as propriedades das cores, e pode se arrepender depois. É mais fácil tirar a saturação ou aplicar outro filtro de cor em uma foto colorida, do que precisar ‘colorizar’ a foto novamente.

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Muita saturação nas fotos bem coloridas, dá todo um ar de alegria (ainda mais quando você consegue captar o Homer e a Lisa vindo em sua direção em Orlando :) )

  • Foco sempre: Essa, para mim, é a maior regra de ouro na fotografia! Sabe aquele tipo de foto que fica ‘embaçada’ no fundo, e dá foco ao plano que você escolhe? Agrega valor demais a sua foto! Para isso, é necessário que você tenha apenas uma máquina com foco automático, e sempre mire o ‘quadradinho’ que aparece no meio da câmera onde você quer o foco, aperte apenas ‘meio botão’, até conseguir visualizar no visor da camera o efeito que você quer (viu, o quadradinho serve para alguma coisa)! Essa dica geralmente funciona em algumas cameras compactas mais avançadas, ou então em semi-profissionais em diante. Infelizmente, em câmeras com foco fixo, não tem como fazer isso. Outra maneira de conseguir focar em um plano desejado, é tirar as fotos no modo macro. Algumas cameras (como a minha, por exemplo), permitem que você focalize com até 1 cm apenas de distância. O efeito é lindo e pega todos os detalhes daquilo que você quer marcar!

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Torta de chocolate que comi no Valle Nevado, oitava maravilha do mundo! Sinto o gosto na boca quando vejo a foto de novo!

  • Entenda os modos programados da sua câmera: geralmente, as máquinas possuem modos programados. Geralmente, eles são para fotos em retrato, paisagem, panorama, fotos com neve, praia, com pessoas em movimento, dentre outros. O que tem em especial nesses modos é que eles já são configurados de fábrica para esse tipo de situação e, utilizando-0s, fica mais fácil tirar uma boa foto. Então, se sua câmera possui eles, use e abuse dessa configuração. Mesmo nas mais compactas temos esse tipo de formato

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Ao comprar uma câmera para viajar, você sempre deve levar em conta o seu estilo: gosta de gastar tempo ajustando a câmera e os modos existentes, ou prefere algo mais pronto? Prefere carregar a câmera apenas uma vez, ou prefere ter pilha sempre a mão? Para mim,  o mais importante é ter algo mais compacto, que possa ir em todos os lugares comigo, senão eu ia acabar ficando com preguiça de carregá-la. Existem vários modelos de câmeras digitais a venda no Brasil e, com certeza algum cabe no seu bolso (tanto literalmente, quanto em valor).

Então, não se sinta culpado de usar uma câmera toda automática se não tem paciência ou não sabe mexer. Quem faz a foto não é a câmera ou o fotógrafo, mas sim você que está aparecendo nela, curtindo todos os momentos :)

Começando os preparativos para a Copa do Mundo!

E então, finalmente 2014 chegou! E, com ele, jajá teremos o evento esportivo mais esperado de todos, a Copa do Mundo. Corrupções e gastação de dinheiro desnecessária com o evento a parte, a única coisa que eu fico admirada com a Copa é como ela realmente consegue unir as pessoas e, por um mês, todo mundo esquece de tudo. Não que seja certo mas, pelo menos dá uma acalmada nos ânimos.

Nosso país, como de praxe, aumenta o preço de tudo durante a época da copa e tudo relacionado a Brasil já está ficando mais caro, vou preparar meu estoque de ‘torcedora’ na China. Nossos amigos chinezinhos já estão preparando o arsenal de bugigangas, e já vou providenciar a compra na fonte. Tem umas coisas legais e outras bem curiosas! Pra quem quer dar uma lucradinha também, é a chance de já começar a fazer estoque!

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Chapéu do Brasil - US$ 3,73 (aproximadamente R$ 8,90)

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Vuvuzela da copa, versão 2014 – 3 unidades - US$ 6,96 (aproximadamente R$ 17,00)

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Caxirola, a ‘vuvuzela’ oficial desse ano (achei muito esquisita) – US$ 4,66 (aproximadamente R$ 11,00)

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Bandeira do Brasil 1,5m – US$ 6,96 (aproximadamente R$ 16,00)

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Tatuagem temporária para o rosto –  5 unidades, achei muito esquisito hahaha - US$ 27,00 (aproximadamente R$ 64,00 o pacote)

E então, como você vai se preparar para a copa? Animação total ou ainda não começou a pensar nisso?

Tropeiro do Zezé

projeto-so-gordicesVocê pode viajar para a Europa, para os EUA, para a América do Sul. Pode ir nos restaurantes mais badalados, mais chiques, mais caros de cada lugar. Mas, ninguém supera uma BOA comidinha mineira, ainda mais se tiver no meio a palavra mágica TROPEIRO! Então, o primeiro restaurante apresentado no projeto ‘Só Gordices’ tinha que ser um autêntico mineirinho!

Moro em BH e trabalho em uma siderúrgica que fica na divisa entre BH e Contagem. Posso dizer que, depois que vim para cá, descobri os melhores restaurantes com autêntica comida mineira. É restaurante na garagem da casa da tia, restaurante numa portinha, restaurante grande, pequeno, de tudo quanto é jeito. Cada um mostra um pouquinho da autenticidade da comida brasileira e espero mostrar alguns aqui.

O escolhido de hoje é um famoso na região chamado ‘Tropeiro do Zezé’. Nele, temos apenas uma especialidade: TROPEIRO! Mas não é qualquer tropeiro, é um super bem servido e muito farto de torresmo e trupico (vulga linguiça, e das boas). O tropeiro ainda acompanha arroz e tem a opção de ser servido com ou sem cebola. E, ainda, vem acompanhado de um rodízio de ovo.

Mas, como assim, rodízio de ovo?!?!?! Sim, rodízio de ovo. É bem simples de entender: o garçom fica passando de mesa em mesa o tempo todo com uma travessa cheia de ovo frito! Pode comer a vontade! Hahahah! Parece meio cômico, mas é uma delícia!

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Foto retirada do site deles (as demais eu que tirei) com os ovos do rodízio em toda sua exuberância :)

O restaurante é bem simples e fica em uma casa de dois andares em Contagem, muito limpinho e descontraído. O esquema do restaurante é por pessoa. Cada um paga R$ 16,00 e tem direito a uma porção de tropeiro (muito farta por sinal) e ao rodízio de ovo.

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Tropeiro delícia, dando água na boca só de escrever o post

Muita gente torce um pouco o nariz, pois você ganha uma ‘cumbuca’ de metal com uma colher para comer. Nada de garfo e faca, o negócio é comer da maneira mais confortável possível. Eu adoro comer de colher e não ligo, mas tem gente que acha meio esquisito e fica meio ofendida com a ‘farofice’. Para mim, é só um ponto que deixa o restaurante ainda mais autêntico!

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A ‘cumbuca’ com colher

Esse lugar é ideal para ‘bater aquele pratão de comida’ em dia de bastante fome. Mas, se for trabalhar de tarde, dê uma maneirada, senão a produtividade vai cair muito!

Resumo da ópera

  • Atendimento: bom e muito rápido. O tropeiro chega na mesa em menos de 5 minutos. Fui hoje com cinco pessoas e não demorou mais que isso. Você tem que ir no caixa acertar a conta. O estabelecimento não cobra 10%.
  • Custo/benefício: excelente. Custa R$ 16,00 por pessoa, é muito bem servido. As bebidas possuem preço justo. Tem opção de levar marmita de tropeiro para cada, com custo a partir de R$ 8,00 (a não ser que tenha sobrado do seu almoço, daí eles só cobram o preço da embalagem).
  • Qualidade e sabor dos alimentos: muito saboroso, não é temperado em excesso e a qualidade da carne da linguiça que vai no tropeiro é boa, não possui muita gordura. A única ressalva é que poderia ter couve para acompanhar o tropeiro.
  • Ambiente: o restaurante é um pouco apertado pois as mesas ficam muito perto. A cozinha fica junto com o restaurante, então tem grandes chances de sair cheirando comida. Sente mais perto da porta se não quiser sair defumado.
  • Limpeza: restaurante é simples, mas bem limpo e asseado.
  • Impressão final: se tiver na região, vale muito à pena ir nesse restaurante. Cumpre o que promete!

TROPEIRO DO ZEZÉ

  • Endereço: Rua Corcovado, 721 – Bairro Novo Riacho – Contagem/MG
  • Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, entre 09:00 e 16:00
  • Contato: Site | Facebook

Ficou com água na boca? Tem algum estabelecimento do tipo para indicar? Me conta!

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